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A Médicos Sem Fronteiras alerta para o risco de uma rápida deterioração da situação nutricional das crianças no distrito de Ikongo, em Madagáscar, onde a carência alimentar coincide com ciclones e um pico de casos de malária
Perante o recente apelo do governo de Madagascar e das Nações Unidas por assistência internacional devido ao agravamento da situação humanitária no país, a Médicos Sem Fronteiras (MSF) manifesta preocupação com o risco de uma rápida deterioração da situação nutricional das crianças no distrito de Ikongo, no Sudeste do país.
Presentes em Ikongo desde 2022 em apoio ao Ministério da Saúde Pública, as equipas da MSF já testemunham uma pressão crescente sobre as instalações de saúde para prestarem cuidados a um número cada vez maior de crianças doentes.
Classificado na Fase 2 do Quadro Integrado de Classificação da Segurança Alimentar (IPC) desde outubro, o distrito entra agora num período crítico marcado pela época de carência alimentar – o período do ano em que as reservas de alimentos da colheita anterior se estão a esgotar, mas a colheita seguinte ainda não chegou – de janeiro a abril, que coincide com a época de ciclones e um pico de malária.
Madagascar está também fortemente exposto aos impactos das alterações climáticas. Eventos meteorológicos extremos repetidos estão a perturbar as instalações de saúde e a enfraquecer ainda mais a capacidade de recuperação nutricional a longo prazo das comunidades.
Esta combinação de fatores faz temer um aumento da desnutrição aguda nas próximas semanas. As comunidades, já impactadas pela insegurança alimentar crónica, pela limitada diversidade na alimentação, por choques climáticos recorrentes e por doenças sazonais, viram a capacidade de resposta ainda mais reduzida após o surto de malária em 2025. O resultado é um risco acrescido de complicações nutricionais entre as crianças mais jovens.
De janeiro a meados de fevereiro, foram notificados mais de 11 mil casos de malária, o que faz desta uma das áreas mais atingidas do país, segundo o Ministério da Saúde Pública. Nas instalações de saúde apoiadas pela MSF, a malária é agora a principal causa de consulta, com uma taxa de positividade que ultrapassa os 50 por cento. Este ressurgimento está a colocar uma pressão adicional sobre as famílias já afetadas pela insegurança alimentar e a aumentar o risco de complicações nutricionais entre as crianças mais jovens.
O acesso aos cuidados de saúde continua a ser um grande desafio para muitas pessoas. O isolamento geográfico, as más condições das estradas, a falta de transporte e as perturbações relacionadas com o clima atrasam o acesso ao tratamento, o que faz com que crianças com desnutrição aguda cheguem tardiamente para receber cuidados, por vezes já em estado crítico.
Em resposta a estes sinais de alerta, a MSF tem vindo a reforçar a resposta desde o final de outubro, em colaboração com as autoridades locais. Além das 22 instalações de saúde já apoiadas pela organização, as atividades foram alargadas para apoiar nove centros de saúde básicos e 22 centros de alimentação terapêutica em regime de ambulatório na zona Sul do distrito. Estas ações incluem cuidados médicos e nutricionais, rastreio comunitário ativo e sensibilização para incentivar a procura de cuidados de saúde com menos demora.
Este alargamento das atividades da Médicos Sem Fronteiras ocorre num momento em que a capacidade de resposta das organizações parceiras está a diminuir. A nível nacional, o Programa Alimentar Mundial (PAM) alertou para um défice de financiamento estimado em 18 milhões de dólares (cerca de 16,6 milhões de euros) para cobrir as necessidades de segurança alimentar e nutrição nos próximos seis meses. Em Ikongo, o fornecimento de artigos essenciais em zonas remotas e a assistência a grávidas e a mulheres a amamentar permanecem insuficientes, havendo poucas entidades na região para dar resposta.
Desde outubro passado, foram rastreadas 27.072 crianças. Entre estas, 4077 foram tratadas por desnutrição aguda, incluindo 842 por desnutrição aguda grave. Estes esforços são complementados pelo apoio da UNICEF, que presta assistência no distrito através de três centros de recuperação nutricional intensiva e de clínicas móveis.
“Os dados recolhidos pelas nossas equipas em Ikongo confirmam as preocupações manifestadas pelo governo malgaxe”, avança o coordenador-geral do projeto MSF em Madagáscar, Narcisse Wega. “A época de carência alimentar, a época de ciclones e o ressurgimento da malária estão a criar uma combinação particularmente preocupante.”
Sem um reforço rápido das capacidades de prevenção e tratamento, corremos o risco de ver mais crianças chegar em estado nutricional grave nas próximas semanas. Narcisse Wega – coordenador-geral de projeto em Madagáscar
Sem um reforço rápido das capacidades de prevenção e tratamento, corremos o risco de ver mais crianças chegar em estado nutricional grave nas próximas semanas.
Narcisse Wega – coordenador-geral de projeto em Madagáscar
Para a MSF, a mobilização a nível nacional é essencial para apoiar as instalações de saúde, assegurar a continuidade do fornecimento de medicamentos nutricionais e antimaláricos, e manter o acesso gratuito aos cuidados de saúde para as pessoas que vivem nas zonas mais isoladas. Em Ikongo, a tendência de aumento das doenças e da gravidade indica que as próximas semanas serão decisivas para evitar uma maior deterioração do estado nutricional e de saúde das crianças.
Sobre a Médicos Sem Fronteiras em Madagascar
A Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização internacional médica-humanitária que presta assistência em mais de 70 países em todo o mundo. Presente em Madagascar desde 1987, a MSF responde a epidemias, desastres naturais e crises nutricionais. A organização trabalha no distrito de Ikongo desde 2022 e apoia atualmente o Ministério da Saúde Pública através da prestação de cuidados pediátricos e de serviços para grávidas.
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