A Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização humanitária internacional que leva cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias. Também é missão da MSF chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos.
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A adoção de fontes renováveis em contextos humanitários remotos reforça a capacidade de superação das instalações de saúde e assegura a prestação de cuidados vitais sem interrupções
Na região de Tombouctou, no Norte do Mali, a Médicos Sem Fronteiras (MSF) equipou o hospital de Niafounké com uma nova instalação de painéis solares. Esta transição energética reforça a autonomia da unidade e assegura uma melhor continuidade de cuidados numa zona isolada e afetada pela insegurança.
Até agora, o hospital dependia quase totalmente de uma central térmica a gasóleo sujeita a cortes de eletricidade frequentes. Para manter a assistência médica, as equipas tinham de utilizar diariamente um gerador com custos elevados e fiabilidade limitada. A nova instalação solar fotovoltaica cobre cerca de 60 por cento das necessidades energéticas do hospital e reduz significativamente esta dependência.
“Esta transição energética permite reduzir substancialmente as despesas com o gerador, a respetiva manutenção e a compra de gasóleo. Isto permite que mais recursos sejam atribuídos ao tratamento de pacientes”, explica o coordenador de projeto em Tombouctou, Souleymane Ouattara. “O sistema assegura a continuidade de cuidados vitais, como o funcionamento de concentradores de oxigénio em neonatologia e pediatria e as urgências cirúrgicas e obstétricas. Garante também o fornecimento de energia ao laboratório, ao equipamento de ecografia e à cadeia de frio, vital para as transfusões de sangue”, continua Souleymane.
A instalação tem uma capacidade de 90 kWp, com um sistema de armazenamento de baterias de lítio de 210 kWh, complementado por um gerador de 80 kVA. Este sistema híbrido permite ao hospital alternar entre a energia solar, a rede elétrica da cidade e o gerador de forma a garantir um fornecimento contínuo de eletricidade tanto de dia como de noite.
Para as pessoas assistidas, esta estabilidade energética traz melhorias tangíveis ao dia a dia. Fadi, deslocada da aldeia de Léré após ameaças de grupos armados, encontrou refúgio em Niafounké com os filhos. Ela explica: “Fugi com os meus filhos e com a minha irmã porque homens armados disseram a toda a gente para abandonar a aldeia. Hoje, estou a acompanhar o meu filho, Ousmane, à ala pediátrica.” Num contexto de deslocação e vulnerabilidade, o acesso a cuidados de saúde fiáveis continua a ser essencial.
Este projeto faz parte da Iniciativa Verde da MSF, uma estratégia que visa reduzir a pegada ambiental das nossas atividades e melhorar a eficiência operacional. O compromisso da MSF passa por reduzir as emissões globais de carbono da organização em 50 por cento até 2030. Há vários anos que a organização instala sistemas solares fotovoltaicos híbridos em diversos países por todo o mundo, particularmente no Sahel, para limitar a dependência do gasóleo. Este combustível representa uma fonte de energia cara e poluente, cujo transporte para zonas remotas é frequentemente complexo.
Para além dos benefícios ambientais, a redução dos custos energéticos permite redirecionar recursos financeiros para a assistência médica. A energia solar estabiliza o funcionamento de laboratórios, câmaras frigoríficas e serviços hospitalares essenciais, melhorando assim as condições de trabalho das equipas e a qualidade dos cuidados prestados aos pacientes.
Num contexto humanitário que continua frágil, a energia solar representa muito mais do que uma solução técnica. É uma alavanca para a autonomia, a recuperação e a esperança para as instalações de saúde e para as comunidades que estas servem. Através destas iniciativas, a MSF alia a ação humanitária à responsabilidade ambiental e a um compromisso de longo prazo ao serviço da vida.
Desde 2019, a MSF desenvolve um projeto de pediatria que presta cuidados a crianças com menos de 15 anos hospitalizadas no Hospital de Niafounké. A organização apoia ainda quatro centros de saúde comunitários e realiza atividades de cuidados de saúde primários e comunitários em aldeias isoladas na zona de Gourma, na região de Tombouctou.
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