A Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização humanitária internacional que leva cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias. Também é missão da MSF chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos.
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Mantemos o compromisso de dar resposta às necessidades em constante evolução e de prestar assistência médica e humanitária às pessoas em todo o território de Moçambique
Entre 2021 e 2025, a Médicos Sem Fronteiras (MSF) prestou assistência médica a comunidades deslocadas e residentes nos distritos de Mueda, Nangade e Muidumbe, na província de Cabo Delgado, no Norte de Moçambique, após um ressurgimento da violência no conflito que começou em 2017.
Mueda, Nangade e Muidumbe receberam um número significativo de pessoas deslocadas – nestas localidades, as equipas da MSF responderam às necessidades médicas e humanitárias e reforçaram o sistema de saúde local. Após quatro anos, com o restabelecimento dos serviços de saúde após o pico da emergência, a MSF encerrou as atividades desenvolvidas nos três distritos, mas alerta que as necessidades humanitárias em Cabo Delgado continuam elevadas.
Em 2021, homens armados ligados a um grupo afiliado ao Estado Islâmico de Moçambique lançaram um ataque à cidade costeira de Palma, a cerca de 100 quilómetros para nordeste de Mueda. Áreas civis, hotéis e bairros residenciais foram atacados, casas foram incendiadas e os residentes fugiram para o mato em redor da cidade. Muitas pessoas ficaram presas, foram feridas ou mortas. A violência provocou uma das maiores deslocações de pessoas em larga escala desde o início do conflito, empurrando milhares para áreas mais seguras. As equipas da MSF responderam rapidamente, prestando cuidados médicos de emergência às pessoas em Palma e às que chegavam às áreas de deslocação em Cabo Delgado.
À medida que sucessivas vagas de violência atingiam Mocímboa da Praia, Macomia, Muidumbe e outros distritos, Mueda tornou-se um refúgio. A cidade absorveu dezenas de milhares de pessoas deslocadas, algumas a chegarem em estado crítico após dias em movimento. As equipas da MSF lançaram clínicas móveis, prestaram cuidados de emergência, forneceram água e apoio em saneamento em locais para onde os deslocados confluiam e disponibilizaram serviços de saúde mental a pessoas que lidavam com o trauma de perdas repentinas e repetidas.
À medida que a situação de segurança em Cabo Delgado melhorou e algumas pessoas deslocadas começaram a regressar a casa, adaptámos as nossas atividades, passando da resposta de emergência para o reforço das instalações de saúde existentes. No Hospital Rural de Mueda, as equipas da MSF forneceram pessoal médico, provisões e apoio técnico para prestar cuidados de emergência, serviços de maternidade, cuidados pediátricos e neonatais, diagnóstico e tratamento de VIH e tuberculose, e serviços de encaminhamento.
Em Nangade e Muidumbe, trabalhámos em centros de saúde que atendem comunidades deslocadas e residentes. As nossas equipas também prestaram formação e reforçaram redes de agentes comunitários e promotores de saúde, fortalecendo a vigilância comunitária e melhorando a continuidade dos cuidados e a deteção de problemas de saúde.
A partir de 2024, conforme a situação continuava a estabilizar-se e as instalações de saúde recomeçavam a funcionar, a MSF iniciou uma transferência gradual para o Ministério da Saúde e parceiros locais. Os esforços centraram-se no reforço das capacidades clínicas e farmacêuticas do pessoal de saúde – que recebeu formação em sistemas de preparação e vigilância para emergências, prestação de cuidados a doenças crónicas e em saúde mental, e encaminhamento de pessoas vítimas de violência baseada no género. Também doámos stocks de material médico essencial para apoiar os serviços de saúde existentes.
No entanto, o final de 2025 lembrou-nos que o conflito continua volátil. Novos ataques por parte do grupo armado ativo no Norte de Moçambique e confrontos com forças locais e regionais provocaram novas deslocações de pessoas em toda a região. Mais de 90.000 pessoas fugiram entre o fim de setembro e o final do ano, com cerca de 23.000 a chegarem apenas ao distrito de Mueda até outubro. Muitas pessoas já tinham sido deslocadas várias vezes e algumas viram-se a regressar aos mesmos campos que já tinham abandonado.
Mais uma vez, intensificámos a nossa resposta. Esta nova mudança levou as equipas da MSF a prestar serviços médicos nos campos de Eduardo Mondlane, Nandimba e Lianda, estendendo ao mesmo tempo as nossas atividades a comunidades como Nanili, na fronteira com o distrito de Mocímboa da Praia. Reforçámos as medidas de prevenção e controlo de infeções e facilitámos o encaminhamento de pessoas que necessitavam de cuidados urgentes. As nossas equipas também prestaram serviços de saúde mental alargados para lidar com o impacto psicológico cumulativo das pessoas devido às deslocações cíclicas e à insegurança prolongada.
A última crise revela mais uma vez a fragilidade dos serviços de saúde no Norte de Moçambique e os desafios contínuos que as pessoas enfrentam no acesso a cuidados de saúde. Embora as atividades da MSF em Mueda tenham terminado, reconhecemos que as necessidades humanitárias continuam elevadas em Cabo Delgado. O acesso a cuidados de saúde continua a ser limitado, tanto para as pessoas deslocadas como para as comunidades residentes, e o risco de deslocações repentinas persiste sempre que a violência ressurge.
A MSF mantém o compromisso de dar resposta às necessidades em constante evolução e de prestar assistência médica e humanitária às pessoas em todo o território de Moçambique.
A MSF continua a prestar serviços de saúde vitais às comunidades de acolhimento e às pessoas que enfrentam violência e deslocações no Norte de Moçambique. Em Cabo Delgado, a MSF realiza projetos em Mocímboa da Praia, Macomia e Palma. Prestamos consultas gerais em regime de ambulatório, atendimento de emergência, serviços de maternidade e pediatria, tratamento para o VIH e a tuberculose, além de apoio em saúde mental e psicossocial. Em Nampula, estamos a realizar uma ação de emergência no distrito de Érati e a apoiar o Ministério da Saúde no tratamento de um surto de cólera em Nacala.
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