A Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização humanitária internacional que leva cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias. Também é missão da MSF chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos.
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Em contextos de conflito e de guerra no mundo, as mulheres estão a desempenhar papéis indispensáveis para dar resposta às necessidades de saúde de outras mulheres nas comunidades que integram, e a providenciar importantes ligações à prestação de cuidados feita por organizações como a Médicos Sem Fronteiras
As necessidades regulares de cuidados de saúde das mulheres não desaparecem quando os conflitos ou as guerras irrompem. Pelo contrário, tornam-se ainda mais críticas à medida que as mulheres enfrentam maiores dificuldades para obter alimentos adequados, água potável ou saneamento básico, e perdem acesso a contraceção, a cuidados de maternidade ou a proteção contra infeções sexualmente transmissíveis, e ficam mais expostas a incidentes de violência sexual e cometida por parceiro íntimo.
Consequentemente, as mulheres enfrentam uma maior probabilidade de adoecerem ou morrerem, razão pela qual necessitam de serviços de saúde dedicados e abrangentes e de proteção como prioridades em qualquer resposta humanitária.
No Chade, na República Democrática do Congo, nos Territórios Palestinianos Ocupados, e em muitos outros contextos onde há conflitos e guerra, muitas vezes a Médicos Sem Fronteiras (MSF) só consegue estabelecer e expandir os serviços de saúde da mulher graças à contribuição das mulheres nas comunidades afetadas.
Quero manter as mães e os bebés seguros”
Elas tornam-se fundamentais na resposta dada, partilhando as competências que possuem, a experiência de vida, o conhecimento local e solidariedade para permitir que mais mulheres tenham acesso a cuidados médicos e a apoio social, e evitem sofrer em silêncio.
Khadija Yahia Adam* é uma parteira experimentada e parte dos mais de 600 000 refugiados sudaneses que atualmente tentam sobreviver no Chade.
A maior parte das mulheres refugiadas no Leste do Chade prefere ter os partos em casa, com a ajuda de parteiras da comunidade. Porém, num campo para pessoas refugiadas como o de Adré, normalmente as parteiras não dispõem das ferramentas e das condições de higiene necessárias, o que agrava os riscos para as mães e para os bebés.
Khadija não pode trabalhar formalmente no Chade mas recebeu formação da MSF como voluntária, e providencia muito necessários cuidados pré e pós-natais e faz o encaminhamento das grávidas para receberem assistência a parto seguro na maternidade administrada pela MSF. “Quero manter as mães e os bebés seguros”, explica.
Como parteiras, voluntárias de saúde comunitária, mediadoras interculturais e em outros papéis, as mulheres confortam e prestam aconselhamento confidencial, às vezes na privacidade das próprias casas. Encaminham outras mulheres para os serviços apropriados ou participam diretamente na prestação de cuidados de contraceção, de cuidados de gravidez e pós-natais, de cuidados para violência sexual e de cuidados de aborto seguro, e ainda no apoio em saúde mental.
Elas cumprem um papel crucial na sensibilização e consciencialização para as questões de saúde das mulheres, aumentando o envolvimento da comunidade e reduzindo os estigmas. E podem também apoiar as mulheres com conhecimento e com competências para gerirem partes dos próprios cuidados de saúde, através de autocuidados, permitindo-lhes cuidar de si mesmas e de outras.
Entre as muitas pessoas deslocadas pelo agravamento do conflito no Leste da República Democrática do Congo, voluntárias de saúde comunitária como Henriette Mbitse estão a ajudar a aumentar o acesso seguro e confidencial aos cuidados prestados no programa da MSF para sobreviventes de violência sexual, em Kanyaruchinya.
“Sou uma pessoa deslocada… sou também uma voluntária de saúde”
A mamã Henriette, como é carinhosamente chamada na comunidade, era voluntária de saúde na aldeia onde vivia antes de ter de fugir com a família. “Sou uma pessoa deslocada… sou também uma voluntária de saúde”, frisa.
Clara* teve também de fugir para Kanyaruchinya, vinda do território de Rutshuru, com oito crianças ao seu cuidado. Foi violada um dia em que tinha ido buscar madeiras na floresta para vender como lenha. “Estou muito grata à voluntária de saúde que me trouxe para aqui, porque se ela não o tivesse feito eu poderia ter morrido”, assevera.
Sou uma pessoa deslocada… sou também uma voluntária de saúde”
As ações destas pessoas nas comunidades que integram demonstram como são resilientes face às circunstâncias de terem tido de fugir de conflito e tornarem-se deslocadas, de sobreviverem a violência direta, de sofrerem a perda de um ou mais familiares, de serem a chefe de família com filhos para cuidar e proteger, e, frequentemente, de enfrentarem muitas incertezas ao olhar para o futuro.
“Todas sofremos por causa da ocupação, com as circunstâncias que partilhamos, por isso, todas o sentimos”, conta Noura Arafat, que trabalha como mediadora intercultural para a MSF e que toda a vida viveu em Nablus, na Cisjordânia, nos Territórios Palestinianos Ocupados.
Desde a guerra em Gaza, a situação em toda a Cisjordânia, incluindo em Nablus, tem continuado a agravar-se, com maiores restrições ao movimento das pessoas e intensificada violência por parte de colonos e das forças israelitas.
O sofrimento do luto e pesar é um dos muitos desafios que as mulheres ali enfrentam. Noura ajuda mulheres na comunidade dela a terem acesso ao apoio providenciado pelo programa da MSF em saúde mental, de forma a conseguirem lidar com estas circunstâncias e encontrarem esperança na vida.
Todas sofremos por causa da ocupação, com as circunstâncias que partilhamos, por isso, todas o sentimos”
* nomes alterados para proteção de identidade e privacidade individual
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