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A MSF está a prestar apoio a iniciativas e estruturas existentes, estabelecidas para providenciar serviços de saúde às pessoas deslocadas pelo conflito
A escalada do conflito armado internacional na Ucrânia forçou mais de dez milhões de pessoas a atravessar fronteiras para países vizinhos, desde o final de fevereiro passado, e mais de um quarto encontra-se agora na Rússia, de acordo com as Nações Unidas. Por isso, as equipas da Médicos Sem Fronteiras (MSF) no país estão a fornecer apoio a iniciativas e estruturas existentes, estabelecidas para providenciar serviços de saúde a pessoas com necessidade de assistência médica – cuidados para doenças crónicas, tratamento para o VIH, apoio à saúde mental e criação de uma linha telefónica para fornecer aconselhamento em saúde.
Dos 2,4 milhões de pessoas deslocadas pelo conflito e que se encontram agora na Rússia, muitas estão no Sul do país, em regiões como Voronej, Rostov-on-Don e Belgorod. As equipas da MSF em Voronej estão a trabalhar com organizações não-governamentais (ONG) para prestar auxílio na distribuição de artigos de emergência: produtos de higiene, bens alimentar e equipamentos médicos.
Desde maio passado, a MSF colabora com ONG locais para operar uma linha telefónica que fornece informações a pessoas na Rússia deslocadas pelo conflito. A linha disponibiliza aconselhamento legal para a obtenção dos documentos necessários para aceder a cuidados de saúde sem custos no país, e outro tipo de informações sobre questões de saúde. Com o apoio de organizações locais, assistentes sociais e fornecedores locais de serviços médicos, as equipas da MSF visam integrar as pessoas deslocadas nos serviços médicos e humanitários disponíveis, tendo já facilitado este acesso a cerca de 500 pessoas com doenças crónicas e outras condições médicas: doenças cardiovasculares, endócrinas, oncológicas, ortopédicas e neurológicas.
O conflito deixou profundas marcas psicológicas nestas pessoas, que foram forçadas a deixar as suas casas, sentindo-se agora ansiosas e desorientadas em relação ao futuro. Para além disso, o conflito também separou muitas famílias, e parentes que se encontram em lados opostos das zonas de combate ativo deixam, frequentemente, de falar entre si. Para responder às necessidades de saúde mental – aos elevados níveis de ansiedade, problemas do sono, transtornos psicossomáticos, às angústias e à depressão – as equipas da MSF estão a providenciar sessões de terapia psicológica.
“Como organização médica humanitária, a MSF está empenhada em colaborar com as estruturas existentes para responder às necessidades médicas humanitárias das populações afetadas pelo conflito, e pretendemos expandir o nosso apoio para os territórios do Donbass e para outros, controlados pela Rússia”, explica o coordenador de emergência da MSF Nicolas Peissel.
Nos últimos meses, a organização médico-humanitária reforçou a assistência que tem vindo a providenciar desde 2020 em São Petersburgo e em Moscovo, trabalhando com outras organizações para garantir que as pessoas deslocadas a viver com VIH voltam a ter acesso a tratamento antirretroviral, entretanto interrompido pelo conflito.
Natalia*, com 41 anos de idade, recolheu os seus antirretrovirais na unidade médica da ONG russa Ação Humanitária em São Petersburgo – uma das organizações com as quais a MSF está a colaborar. Outrora profissional de saúde numa unidade de reabilitação para pacientes com lesões vertebrais, foi forçada a fugir de Slaviansk, no Leste da Ucrânia, para a zona ocidental no país e depois para a Polónia, com um paciente a quem prestava cuidados mesmo antes do conflito começar – um jovem que ficou paralisado após sofrer uma lesão na coluna.
“Não era mau na Polónia, mas fomos acolhidos num grande pavilhão com muitas outras pessoas, e com as necessidades higiénicas dele, era muito difícil”, conta. Decidiu mudar-se para a Rússia, para obter algum apoio do pai do paciente, que vive em São Petersburgo.
Natalia testou positivo para o VIH no início deste ano, após passar algum tempo a sentir-se doente e lhe surgir uma erupção cutânea inesperada. “Nem sei como é que apanhei”, sustenta. “Talvez tenha sido infetada, porque trabalho numa instalação médica.” A organização Ação Humanitária recebe apoio da MSF para fornecer a Natalia – e a outros pacientes como ela – provisões de medicamentos antirretrovirais para três meses, e, ao mesmo tempo, facilita a sua integração no sistema público de saúde russo. “Sonho em voltar para casa, em Slaviansk, na primavera do próximo ano”, frisa Natalia.
*nome alterado para proteção de identidade
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