A Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização humanitária internacional que leva cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias. Também é missão da MSF chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos.
Como organização médica, buscamos sempre oferecer o melhor tratamento disponível aos nossos pacientes. O trabalho de MSF envolve uma grande variedade de atividades, desde a organização de campanhas…
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Abaixo, a MSF responde a perguntas frequentes sobre a realidade do trabalho que faz na Palestina
Atualizado a 5 de fevereiro de 2026
A Médicos Sem Fronteiras (MSF) providencia uma vasta quantidade de serviços essenciais de saúde em Gaza, na Palestina, porém nem isso é suficiente para satisfazer as esmagadoras necessidades das pessoas. Israel está agora a tomar medidas para interromper o trabalho de 37 organizações não-governamentais (ONG), incluindo a MSF, em Gaza e na Cisjordânia, com a ameaça de lhes reter o registo. Isto soma-se à intimidação, pressão e campanhas difamatórias que a MSF e outras organizações de ajuda têm enfrentado pela parte das autoridades israelitas por trabalharem e prestarem testemunho sobre Gaza e a Cisjordânia.
Abaixo, a MSF responde a perguntas frequentes sobre a realidade do trabalho que faz na Palestina e as avaliações que mantém em curso sobre o processo de registo para continuar a trabalhar na Palestina.
Qual é a resposta da MSF às acusações das autoridades israelitas de que o trabalho médico que a organização faz em Gaza não é significativo ou necessário?
Só em 2025 as equipas da MSF atenderam mais de 100.000 casos de traumatologia, geriram a prestação de cuidados em mais de 400 camas hospitalares, fizeram 22.700 intervenções cirúrgicas em quase 10.000 pacientes, realizaram quase 800.000 consultas em regime de ambulatório, administraram 45.000 vacinas, providenciaram assistência em mais de 10.000 partos, efetuaram mais de 40.000 sessões individuais e sessões em grupo de saúde mental para mais de 60.000 pessoas, distribuíram mais de 700 milhões de litros de água e produziram quase 100 milhões de água potável. Muitos dos serviços prestados pela MSF estão praticamente indisponíveis noutras partes de Gaza devido à destruição do sistema de saúde.
À data de 1 de janeiro de 2026, o registo da MSF já não está válido, e seremos obrigados a cessar as operações até 1 de março de 2026. Se a MSF perder acesso a Gaza, centenas de milhares de pessoas vão ficar sem cuidados médicos essenciais e água. O trabalho vital feito pela MSF serve quase meio milhão de pessoas em Gaza.
A MSF providencia apoio atualmente em seis hospitais públicos e gere dois hospitais de campanha em Gaza. Presta apoio também em sete centros de cuidados gerais de saúde e gere um centro de alimentação terapêutica em regime de internamento para pessoas com desnutrição. A MSF abriu recentemente seis novos pontos de atendimento médico onde são disponibilizados cuidados para ferimentos e outros serviços gerais de saúde.
A MSF trabalha na Palestina desde 1988.
É verdade que a MSF não tem cooperado com Israel?
Ao longo de muitos meses, a MSF tem tentado, sem sucesso, dialogar com as autoridades israelitas sobre a renovação do nosso registo para trabalhar na Palestina. Continuamos recetivos ao diálogo com as autoridades israelitas para manter as nossas operações médicas críticas em Gaza e na Cisjordânia, e para garantir que a MSF pode continuar a providenciar cuidados médicos vitais e que salvam vidas às pessoas que deles precisam desesperadamente, ao mesmo tempo que salvaguardamos a segurança das nossas equipas. E, nesse sentido, consultaríamos os nossos colegas palestinianos sobre qualquer passo seguinte possível.
Ao acusar a MSF, bem como outras ONG, de não cooperarem, e ao criar campanhas difamatórias contra organizações de ajuda humanitária, Israel está a utilizar alegações infundadas para restringir arbitrariamente o acesso dos palestinianos a cuidados essenciais e para limitar o testemunho das organizações independentes que ali trabalham. Este tipo de acusações contribuem para uma deslegitimação dos trabalhadores humanitários que prestam cuidados e serviços vitais em condições extremamente difíceis.
Observamos que tais acusações se enquadram num padrão à longa data usado pelas autoridades israelitas, a par de numerosos obstáculos físicos e burocráticos, para restringir a entrada e a entrega de ajuda em Gaza. Táticas similares foram utilizadas em 2024 contra a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Médio Oriente (UNRWA, na sigla em inglês). São usadas alegações para justificar ações que contradizem claramente as afirmações do governo israelita de que está a facilitar a prestação de assistência humanitária na Faixa de Gaza.
Qual é o estado do registo da MSF para operar em Gaza e na Cisjordânia?
À data de 1 de janeiro de 2026, o registo da MSF para trabalhar em Gaza e na Cisjordânia expirou e deixou assim de estar válido. Por isso, é-nos exigido encerrarmos operações até 1 de março de 2026.
A MSF está à procura de formas para garantir que a resposta humanitária que tem prestado continua a ser providenciada em Gaza e na Cisjordânia. É também feito contacto com as autoridades israelitas para assegurar que podemos continuar as nossas atividades, e cujo impedimento constitui uma violação direta da Resolução 2720 do Conselho de Segurança das Nações Unidas – a qual exige a entrega sem restrições de ajuda humanitária a civis.
Para 2026, a MSF atribuiu um montante estimado entre 100 milhões e 120 milhões de euros para a resposta humanitária da organização em Gaza.
Qual é o impacto real do registo expirado da MSF?
A MSF permanece totalmente operacional em Gaza e na Cisjordânia e continua a prestar cuidados médicos vitais. Porém, uma vez que o registo da MSF em Israel expirou a 31 de dezembro de 2025, já não estamos autorizados a importar provisões nem nos é permitida a entrada de trabalhadores humanitários internacionais em Gaza. Isto priva as nossas equipas médicas de muito necessários materiais e competências técnicas.
Mantemos o compromisso assumido em providenciar assistência aos palestinianos em Gaza e na Cisjordânia, e instamos as autoridades israelitas a reverterem a decisão que tomaram sobre o nosso registo e a instaurar condições aceitáveis para as operações humanitárias, incluindo garantias de segurança das equipas e dos pacientes da MSF.
É verdade que a MSF considerou partilhar uma lista definida de staff com Israel?
Num esforço de explorar todas as opções possíveis – apesar de limitadas – para continuar a prestar cuidados médicos críticos, a MSF informou as autoridades israelitas, a 23 de janeiro, de que, como medida excecional, estaria disposta a partilhar uma lista definida de nomes de trabalhadores palestinianos e internacionais, sujeita a parâmetros claros com prioridade na segurança dos trabalhadores. Esta decisão foi tomada após terem sido mantidas extensas conversações com os nossos colegas palestinianos e com o claro entendimento de que nenhuma informação sobre o nosso staff seria partilhada sem o consentimento expresso das pessoas afetadas.
Porém, apesar de repetidos esforços, tornou-se evidente que não conseguimos estabelecer diálogo com as autoridades israelitas sobre as garantias concretas necessárias. Nestas inclui-se que qualquer informação pertinente ao staff seria usada apenas para o objetivo administrativo enunciado e que não poria colegas em risco, que a MSF manteria total autoridade sobre todas as matérias de recursos humanos e gestão das provisões médico-humanitárias, e que cessaria toda a comunicação difamatória da MSF e que mina a equipa.
Consequentemente, e na ausência destas garantias claras, concluímos que não partilharemos informação sobre o nosso staff nas circunstâncias atuais. A MSF permanece aberta a dialogar com as autoridades israelitas com o propósito de manter as operações médicas críticas que desenvolve em Gaza e na Cisjordânia, e para garantir que a MSF pode continuar a providenciar cuidados médicos essenciais e que salvam vidas às pessoas que deles precisam desesperadamente.
A MSF entregou uma lista sobre o staff em algum momento a Israel?
Não, não entregámos em nenhum momento qualquer lista do nosso staff palestiniano ou internacional às autoridades israelitas como parte deste processo de registo.
Por que é que a MSF considerou partilhar uma lista definida do staff com Israel?
Expulsar a MSF, a par de dezenas de outras organizações humanitárias, privará centenas de milhares de pessoas de cuidados médicos essenciais. A MSF é uma das poucas organizações internacionais capazes de testemunhar e denunciar o genocídio em curso e, se formos forçados a sair, deixaremos de ter essa capacidade.
As autoridades israelitas forçaram as organizações humanitárias, incluindo a MSF, a fazerem uma escolha impossível – entre partilhar informação sobre o nosso staff ou interromper cuidados médicos críticos num contexto de impressionantes necessidades humanitárias e violência extrema contra trabalhadores de saúde.
Perante a ameaça iminente de ter de fechar os projetos, a MSF quis explorar todas as oportunidades possíveis para continuar a providenciar cuidados médicos em Gaza e na Cisjordânia. Assim, escrevemos às autoridades israelitas explicando que, como medida excecional, e em circunstâncias excecionais, estaríamos preparados para entregar uma lista definida de staff sujeita a parâmetros claros com prioridade na segurança dos trabalhadores.
Não partilhámos os detalhes pessoais de nenhum dos nossos colegas. Apesar de repetidos esforços, tornou-se evidente que não conseguimos estabelecer diálogo com as autoridades israelitas sobre as garantias concretas necessárias. Consequentemente, e na ausência destas garantias claras, concluímos que não partilharemos informação sobre o nosso staff nas circunstâncias atuais.
Como é que a MSF consultou o staff palestiniano sobre o pedido da lista de staff feito por Israel?
Este processo envolveu conversações em todas as equipas e, principalmente, com os nossos colegas palestinianos, tendo em conta as perspetivas e preocupações que expressaram, incluindo o respeito pela segurança pessoal deles e as consequências de uma potencial saída da MSF.
Ao longo de todo o processo, realçámos que não seria partilhada qualquer informação sem o acordo da pessoa envolvida, e nenhuma pressão deveria ser posta sobre ninguém no que toca a decisões que afetem a continuação das operações da MSF em Gaza e na Cisjordânia. Foi sublinhado que a não participação no processo não teria quaisquer impactos no emprego dos trabalhadores na MSF.
Usámos diversos canais para reunir as opiniões do staff, incluindo discussões em grupos de foco, conversas bilaterais individuais, sondagens e consultas ao estilo de assembleias públicas. Nestas discussões, os nossos colegas expressaram uma série de preocupações, incluindo sobre riscos de segurança e incerteza no que se refere às implicações que tal tenha nos nossos princípios humanitários. Algumas das pessoas nas nossas equipas manifestaram-se preocupadas com possíveis repercussões da partilha dos detalhes pessoais, e outras questionaram se o cumprimento das exigências levaria ao registo ou a novas exigências.
Como pode o staff dar consentimento neste ambiente?
Reconhecemos as limitações e dificuldades que os nossos colegas palestinianos enfrentam para conseguirem dar adequado e informado consentimento neste ambiente de coerção imposto pelas autoridades israelitas. Israel está bem ciente da escolha impossível que deu à MSF e aos nossos colegas palestinianos: entregamos informação sobre os nossos colegas ou arriscamo-nos a sermos forçados a abandonar as centenas de milhares de palestinianos que precisam de cuidados médicos vitais. A falta de garantias dadas por parte das autoridades israelitas tornam também impossível que o nosso staff saiba aquilo que estaria a aceitar caso concordassem em fornecer os nomes.
Independentemente dos desafios inerentes ao consentimento, não é possível nem aceitável que tomemos quaisquer decisões sem as discutir com os nossos colegas palestinianos. Aquilo que fizemos foi consultas, não uma transferência de responsabilidades institucionais. A intenção não foi nunca a de pedir aos nossos colegas que carregassem o peso desta decisão insuportável, mas sim a de garantir que eram ouvidas as opiniões que tinham sobre uma questão que é existencial para a segurança com que trabalham e para o trabalho que desenvolvem.
Estão a pagar compensações às famílias dos membros do staff da MSF que foram mortos pelas forças israelitas?
Sim, estamos a disponibilizar apoio financeiro a todas as familías dos membros do staff da MSF que foram mortos pelas forças israelitas. Estamos em contacto com todas as famílias para as apoiar, incluindo com a prestação de apoio financeiro e legal e cobertura de saúde para os dependentes, e continuaremos a fazê-lo.
As autoridades israelitas alegam que há staff da MSF com ligações ao terrorismo. Como é que a MSF responde a isto?
A MSF considera essas alegações com seriedade. A MSF nunca empregaria conscientemente pessoas envolvidas em atividades militares. Qualquer funcionário com ligações a um grupo armado constituiria um grave risco para o nosso staff e os nossos pacientes. Por esta razão, onde quer que tenhamos operações, todas as pessoas no nosso staff têm de assumir o compromisso de cumprimento da Carta de Príncipios da MSF, a qual incluiu estrita adesão aos princípios humanitários, à independência e à ética médica.
Os procedimentos de recrutamento da MSF incluem uma rigorosa diligência prévia, verificação de antecedentes e referências, análise de currículos e períodos de experiência. A MSF instaurou um processo reforçado de monitorização e de verificação de antecedentes para todas as pessoas recrutadas neste contexto. Como acontece em qualquer outro lugar, a MSF opera estritamente de acordo com os princípios da neutralidade, imparcialidade e independência, providenciando cuidados médicos com base apenas nas necessidades existentes e independentemente de autoridade ou filiação política. O nosso apoio ao sistema de saúde em Gaza é puramente humanitário e de nenhuma forma ideológico.
É verdade que a MSF se relaciona com o Hamas em Gaza?
A MSF trabalha com o Ministério da Saúde em Gaza, o qual faz parte da Administração Civil do Hamas. A atual campanha de difamação contra organizações de ajuda que é levada a cabo pelas autoridades israelitas argumenta que “a MSF partilha informação com uma organização terrorista”, quando o facto é que a coordenação com as autoridades médicas é uma prática padrão em qualquer local onde trabalhamos. Tais táticas difamatórias são uma tentativa para desviar atenções da catástrofe humanitária em Gaza. Reiteramos: como acontece em qualquer outro lugar, a MSF opera estritamente de acordo com os princípios da neutralidade, imparcialidade e independência, providenciando cuidados médicos com base apenas nas necessidades existentes e independentemente de autoridade ou filiação política.
Qual é a resposta da MSF à alegação de que a ajuda não chega às pessoas que dela necessitam, mas antes é apropriada pelo Hamas?
As nossas operações são independentes, transparentes e rigorosamente monitorizadas. Uma análise feita pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês) não encontrou qualquer prova de sistemático desvio generalizado de ajuda humanitária por parte do Hamas em Gaza. Oficiais superiores do exército israelita também reconheceram que não há provas de um desvio generalizado e sistemático de ajuda humanitária por parte do Hamas em Gaza.
Desde o início desta guerra, o número de camiões com medicamentos, comida e água que passaram as fronteiras para dentro de Gaza tem sido totalmente insuficiente, em comparação com a escala da destruição e das necessidades existentes. Ao longo dos últimos dois anos, a MSF comunicou e documentou as formas como a cadeia de fornecimentos de ajuda humanitária para Gaza tem sido efetivamente sufocada pelas autoridades israelitas. Foram implantados procedimentos burocráticos demorados e listas de “artigos de uso duplo”. A proibição de “artigos de uso duplo” é a razão pela qual não é autorizada a entrada em Gaza de algumas provisões, em que se incluem bisturis e geradores de oxigénio.
Por que é que a MSF reprova Israel mas não o Hamas?
Ficámos horrorizados com o assassinato maciço de 1200 pessoas em Israel pelo Hamas e repudiamos estes ataques de forma inequívoca. Estamos horrorizados com a espiral de violência e as tragédias em ambos os lados. A comunicação da MSF é orientada pelo que as nossas equipas médicas observam em Gaza e pelo trabalho que desempenham nas instalações médicas onde prestamos apoio. Por isso, temos vindo a expressar-nos contra o genocídio que está em curso em Gaza. Expressamo-nos quando testemunhamos sofrimento inaceitável, ataques a unidades médicas, a negação de acesso a instalações de saúde e quando as partes beligerantes falham em proteger os civis.
As equipas da MSF trataram alguns reféns ou a MSF instou para que fossem libertos?
Ao longo das nossas atividades em Gaza desde 7 de outubro de 2023, nunca encontrámos um paciente que fosse apresentado como estando entre os reféns. O nosso trabalho como profissionais médicos é prestar cuidados de saúde a quem quer que deles necessite – qualquer paciente é um paciente. É um princípio fundamental da ética médica providenciar cuidados médicos no melhor interesse de qualquer paciente. Sentimos muito pelo sofrimento das pessoas que foram feitas reféns no dia 7 de outubro de 2023, assim como pela angústia dos entes queridos delas. Não só desde outubro de 2023, mas em todos os contextos e em qualquer situação de conflito, a MSF insta à proteção dos civis.
Como é que a MSF responde às acusações de falta de neutralidade?
Unidas sob uma única Carta de Príncipios, as equipas da MSF reúnem profissionais de saúde, profissionais de logística e pessoal administrativo de dezenas de nacionalidades, tanto internacionais como contratados localmente. Após a avaliação das necessidades das comunidades afetadas, prestamos assistência de acordo com a ética médica e os princípios da ação humanitária.
A imparcialidade é a pedra basilar do propósito social da MSF. Providenciamos ajuda sem discriminação, dando prioridade a quem está em maior risco imediato. A MSF opera com espírito de neutralidade e não toma partido em conflitos armados. Mas podemos denunciar e criticar publicamente os obstáculos ao nosso trabalho humanitário e violações do Direito Internacional.
Em contextos de conflito, a MSF testemunha o sofrimento das vítimas, especialmente dos civis, e, a este respeito, expressamo-nos abertamente.
As nossas equipas reportam o que veem com os próprios olhos e o que vivem por experiência própria em Gaza e na Cisjordânia. Numerosos observadores, especialistas legais, organizações de defesa dos direitos humanos e diversos relatórios das Nações Unidas também descrevem a destruição total da Faixa de Gaza. Nisto se inclui o desmantelamento do sistema de saúde, o cerco imposto ao território, o desrespeito pelos civis e pelas infraestruturas civis, e a fome provocada por ação humana por parte de Israel – tudo isto integrando uma campanha genocida.
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