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Após trabalhar em hospital que foi incendiado e outro que foi bombardeado, médico sírio e sua equipe prestam assistência a civis afetados pela crise no país
Dr. Hassan Hamsho, diretor do hospital de Anadan, próximo de Aleppo, explica como ele e sua equipe conseguem oferecer cuidados médicos na área controlada pelos rebeldes. A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) apoia o hospital de Anadan com doações de medicamentos e material médico.
“A cidade e o hospital de Anadan ficam a 13 quilômetros a noroeste de Aleppo, entre três linhas de frente de batalha. A insegurança é o principal problema em Aleppo e Anadan. Fogo de artilharia, bombas e mísseis são constantes e de grande alcance. As pessoas estão aterrorizadas. O segundo problema é a economia. Antes, centenas de fábricas em Aleppo ofereciam muitos postos de trabalho. Havia funcionários públicos e comerciantes. Hoje, a taxa de desemprego está em 90%. As pessoas não podem mais fazer o que costumavam fazer quando a situação era normal.
No início, nós não precisávamos prestar assistência médica especializada. Nós só tratávamos os feridos nos hospitais em campo, porque eles seriam presos se fossem a hospitais públicos. Moradores de Anadan foram a áreas controladas pelo governo buscar tratamento para problemas médicos típicos, mas isso se tornou impossível. Para eles, um oftalmologista ou outro especialista eram tão importantes quanto um cirurgião geral. Agora, a região está completamente isolada e é preciso cinco ou seis horas para chegar a Aleppo. Você tem de fazer um enorme desvio para não passar pelas áreas controladas pelo governo e é muito perigoso.
Eu comecei a fazer esse trabalho médico depois de ter passado 74 dias na prisão administrada pelo diretório da inteligência das Forças Armadas. Eu fui preso em 21 de agosto de 2011, acusado de ter coordenado manifestações. Depois disso, eu entendi que as coisas não estavam indo muito bem. Eu e minha equipe construímos um hospital em uma casa privada com uma sala de cirurgia e uma sala de emergência.
Quando o exército entrou em Anadan no dia 5 de abril de 2012, eles incendiaram hospital. Nós abrimos outro, que foi bombardeado, e então nos retiramos da cidade por dois meses. Finalmente, em 2 de janeiro de 2013, abrimos um hospital com três centros cirúrgicos, duas salas de emergência e dois centros de internação com 11 leitos em uma casa inacabada.
Hoje, nós temos departamentos obstétricos e ginecológicos, um departamento cardiológico, um departamento de emergência, e três centros cirúrgicos onde realizamos operações gerais e ortopédicas. Também temos uma clínica para visitas ambulatoriais e um oftalmologista. Com um rádio, laboratório, farmácia e três leitos para cuidados pós-operatórios, podemos atender muitas necessidades médicas. Mas não é como se tivéssemos um sistema de aquecimento normal! Temos apenas alguns aquecedores a querosene.
Casos de emergência podem ser encaminhados para a Turquia, mas não os que envolvem um problema cardíaco simples. Há postos médicos próximos das linhas de frente de batalha. Carros e ambulâncias são enviadas para buscar os feridos. Nós temos dois carros em nosso hospital.”
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