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Fortes chuvas em janeiro provocaram um aumento drástico no número de casos. Médicos Sem Fronteiras teme que surto ganhe força com novas chuvas em março
No dia 13 de fevereiro de 2006, o primeiro caso de cólera foi registrado em Luanda, dando início a um surto. Um ano depois, a doença continua a se espalhar. Devido a atípicas fortes chuvas em janeiro, o número de pessoas infectadas pelo cólera aumentou drasticamente. No ano passado, 24.521 casos e 321 mortes foram registradas, configurando o pior surto de cólera já registrado na capital angolana.
"Epidemiologicamente falando, o surto nunca teve fim, mas em julho passado a incidência da doença estava em um nível controlado e decidimos passar o controle dos Centros de Tratamento de Cólera (CTC) para as autoridades locais. Com as chuvas torrenciais do dia 22, o número de casos passou para cem por dia, um aumento mais rápido do que o registrado em março do ano passado", explica o chefe de missão de Médicos Sem Fronteiras em Luanda, Richard Vermon.
Em fevereiro, algumas semanas de seca facilitaram o controle da doença, fazendo com que o número de novos casos caísse para cerca de 60 por dia. No entanto, Médicos Sem Fronteiras teme que o surto volte a ganhar força em março, abril e maio, meses tradicionalmente marcados por chuvas torrenciais. "A situação da água e do saneamento apresenta graves problemas. Se houver mais chuvas fortes, automaticamente haverá mais casos de cólera", alerta Vermon.
Até agora, 2.500 casos de cólera e 50 mortes foram registrados em Luanda.. "Grande parte das mortes registradas em janeiro ocorreu devido à dificuldade dos pacientes de chegar até os CTCs, porque com as chuvas deixaram as ruas alagadas e muitas estradas impraticáveis", conta o chefe de missão.
As áreas mais afetadas foram as comunidades de Caucuaco e de Cazenga. "Caucuaco é uma comunidade muito grande, na qual 700 mil pessoas vivem sem suprimento de água potável. Já em Cazenga, onde moram 1.250 mil pessoas, as chuvas alagaram as ruas, fazendo com que o nível da água atingisse até um metro e levasse muito lixo para dentro das casas. Se o surto ficar tão sério quanto no ano passado, 25 mil pessoas podem ser contaminadas", lembra.
Médicos Sem Fronteiras está dando apoio a 10 Centros de Tratamento de Cólera em Luanda, estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Atualmente, cada unidade tem capacidade para abrigar 300 pacientes. "Estamos trabalhando muito para fortalecer nossa capacidade de tratamento. Queremos que os CTCs possam passar a atender 500 pacientes", diz Vermon.
A intervenção de Médicos Sem Fronteiras no ano passado começou no dia 19 de fevereiro, seis dias após o surto de cólera ser declarado. Depois de um pico registrado entre meados de abril e de maio, com 3.187 casos e 41 mortes, o surto diminuiu gradualmente e MSF decidiu entregar os CTCs ao Ministério da Saúde.
Sobre o cólera
O cólera é freqüentemente transmitido pela água e alimentos contaminados pelo vibrião da cólera, existente em fezes e vômito. Ele pode ser transmitido diretamente de uma pessoa para outra se um paciente for tocado por alguém e essa pessoa não lavar as mãos antes de comer. Se a doença não for tratada, o índice de mortalidade é de entre 25% a 50%. Em geral, o paciente morre por desidratação.
Pessoas infectadas (sintomáticas ou não) podem carregar e transmitir o vibrião do cólera, a bactéria que provoca o cólera em humanos, por um período entre uma e quatro semanas. Um pequeno número de indivíduos pode permanecer portadores saudáveis por vários meses. Um número de fatores conspira para a ocorrência do surto de cólera: má condição de higiene, superpopulação e falta de água potável.
Cólera em Angola
De 1987 a 1995, Angola – com Luanda e as áreas costeiras em particular – foi afetada por temporadas recorrentes de epidemias de cólera, o que resultou em cerca de 90 mil casos e mais de 4.500 mortes.
Desde 1995, não houve grandes epidemias em Angola e apenas alguns casos não confirmados de cólera em Luanda. Em 1999, MSF trabalhou na elaboração de um plano extensivo de preparação de cólera para Luanda.
Por 30 anos, durante e depois dos 23 anos de guerra civil, Luanda registrou um grande crescimento da população urbana, especialmente nas áreas de favelas como Cacuaco, Cazenga, Maianga, Sambizanga e Viana.
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