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Equipes de MSF estão trabalhando em diversas regiões do país. Além de oferecer cuidados médicos, profissionais ajudam no fornecimento de água potável
Muitos povoados permanecem isolados do resto do Haiti nas regiões mais afetadas pelo furacão Matthew, nos departamentos de Grande Anse e Sul. As clínicas móveis da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) que chegaram a essas regiões atenderam um grande número de pessoas feridas e com lesões que, mais de duas semanas depois da passagem do furacão, no dia 4 de outubro, continuavam sem tratamento. Os pacientes também apresentavam problemas como gastrite, diarreia e infecções no trato urinário. Até o dia 18 de outubro, MSF realizou 1.614 consultas médicas nos departamentos de Nippes, Grande Asne e Sul.
“Atendemos pacientes que precisavam de atenção médica havia duas semanas. Houve dias em que atendemos até 90 pessoas em apenas meia jornada de trabalho. A nossa prioridade é o tratamento de ferimentos abertos, de fraturas e de urgências pediátricas”, afirma Danielle Perriault, médica de MSF. No total, 84 profissionais estrangeiros, entre eles cinco brasileiros, estão trabalhando na emergência.
A organização precisou alugar helicópteros para chegar a algumas das localidades isoladas nas montanhas. Alimentos, água e abrigo são as necessidades mais urgentes nesses lugares. Muitos pontos de acesso a água, como depósitos, fontes e poços, foram danificados ou completamente destruídos. “Na comunidade havia uma fonte de água, mas a tempestade a destruiu. Ela ainda está coberta de galhos, pedras e metal. Há outra fonte um pouco mais longe, mas as árvores caídas bloqueiam o caminho. É muito difícil encontrar água potável”, explica Liselle, moradora da comunidade de Lopineau.
Contar com água potável é essencial para evitar doenças como a cólera, a diarreia e as infecções gastrintestinais. Por isso, MSF está se concentrando em fornecer água potável às comunidades por meio da instalação de depósitos de água, da distribuição de pastilhas de cloro e de água potável e da limpeza e reparação das fontes já existentes. Com esse objetivo, foram enviados 10 especialistas em água e saneamento e mais de meio milhão de pastilhas de cloro foram distribuídas no departamento Sul. Também foram instalados 10 depósitos com 15 mil litros de água potável.
Muitos habitantes dessas regiões começaram a reconstruir moradias improvisadas, mas a qualidade escassa do material disponível faz com que esses refúgios não representem proteção alguma contra chuvas torrenciais.
De acordo com autoridades nacionais, 175 mil pessoas perderam suas casas por causa do furacão, há mais de 2 milhões de afetados e 1,4 milhão de habitantes precisam de ajuda. Os dados oficiais estimam 546 mortos, mas é provável que o número real seja maior. As instalações de saúde, que já tinham escassos recursos materiais e humanos antes da passagem do furacão, também foram afetadas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que 23 centros de saúde foram danificados.
O acesso a cuidados médicos já era muito limitado antes do furacão; frequentemente, os centros de saúde sofriam com a falta de recursos e sua situação, agora, é crítica. Além dos danos, a disponibilidade de medicamentos e material sanitário está diminuindo porque o acesso por estradas está bloqueado. Nos departamentos Norte e Sul, ferimentos e fraturas infectadas são as lesões mais comuns associadas ao furacão. Sem uma atenção especializada e contínua, os ferimentos infectados podem levar à septicemia e, potencialmente, à morte, enquanto fraturas que não são curadas podem gerar deficiências.
Os preços dos alimentos aumentaram de forma significativa. Além da destruição de reservas, houve danos aos cultivos e há dificuldade nos transportes. De acordo o Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês, 800 mil pessoas estão em um nível extremo de insegurança alimentar.
A falta de água, os abrigos de má qualidade e a grande dificuldade de ter acesso a assistência médica afetam diretamente o estado de saúde geral da população afetada pelo furacão. As circunstâncias atuais são preocupantes devido à possibilidade de propagação de doenças como malária, dengue e pneumonia.
Cólera
Desde o surgimento da cólera no país, o Haiti sempre sofreu picos da doença durante a temporada de chuvas, que vai de outubro a janeiro. Os números oficiais, fornecidos pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), são elevados nas regiões afetadas pelo furacão. De acordo com a OPAS, na semana que foi de 12 a 18 de outubro houve 167 casos suspeitos notificados no departamento de Grande Anse, 464 no departamento Sul, 73 em Artibonite (ao norte da capital, Porto Príncipe) e 1 em Nippes.
Desde o início da crise, MSF tratou 190 pacientes com casos suspeitos de cólera em seu Centro de Tratamento de Cólera (CTC) em Port-à-Piment (que conta com 73 leitos). Além disso, a organização facilita o apoio de água e saneamento a outro centro de tratamento de cólera na região e mantém a vigilância nos departamentos Oeste e Noroeste, na região metropolitana de Porto Príncipe e em Artibonite.
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