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Após oito anos de trabalho a apoiar a reabilitação do sistema de saúde em Mossul, no Iraque, a Médicos Sem Fronteiras (MSF) concluiu o projeto desenvolvido no Bairro de Al-Ubor
Em outubro de 2025, a MSF entregou as atividades do Centro de Saúde de Al-Ubor à Sociedade do Crescente Vermelho Iraquiano. Esta transferência representa um crescimento notável do setor da saúde e marca uma transição bem-sucedida de uma resposta de emergência para um sistema de saúde sustentável e liderado localmente.
Quando Mossul emergiu de anos de conflito intenso, em 2017, o sistema de saúde estava à beira do colapso. Na altura, a maioria dos hospitais estava danificada ou destruída e os profissionais médicos, já em número insuficiente, encontravam-se exaustos ou deslocados, e o equipamento essencial era escasso.
Foi neste contexto frágil que a MSF iniciou o trabalho – inicialmente para colmatar lacunas urgentes e, mais tarde, para ajudar a reconstruir as bases dos cuidados de saúde. O papel da MSF consistiu em estabilizar os serviços de emergência e, depois, apoiar as equipas locais a recuperar as competências e a confiança necessárias para geri-los de forma independente.
“Estávamos numa corrida contra o tempo: ferimentos complexos, cirurgias de emergência, tantos pacientes a precisar de intervenção imediata”, recorda o coordenador do projeto da MSF em Mossul, Xavier Lastra. “Quando a situação começou lentamente a estabilizar, a nossa atenção passou a centrar-se numa questão: como pode o sistema de saúde recuperar de forma sustentável?”
Desde 2017, as atividades médicas da MSF em Mossul evoluíram de uma resposta de emergência aguda para o fortalecimento de um sistema de saúde mais resiliente. As equipas estabeleceram hospitais de campanha, realizaram cirurgias que salvaram vidas e prestaram cuidados intensivos. Mais tarde, expandiram-se para serviços especializados, como cuidados pós-operatórios, gestão de feridas complexas, cuidados de maternidade seguros, prevenção e controlo de infeções e gestão do uso de antimicrobianos.
Quando a situação começou lentamente a estabilizar, a nossa atenção passou a centrar-se numa questão: como pode o sistema de saúde recuperar de forma sustentável?” – Xavier Lastra, coordenador do projeto da MSF em Mossul
Quando a situação começou lentamente a estabilizar, a nossa atenção passou a centrar-se numa questão: como pode o sistema de saúde recuperar de forma sustentável?”
– Xavier Lastra, coordenador do projeto da MSF em Mossul
Para além do cuidado médico direto, a MSF apoiou a formação de profissionais, melhorou os percursos dos pacientes e ajudou a estabelecer protocolos baseados em evidências nos hospitais públicos. Quando vários projetos foram entregues ao Ministério da Saúde, conhecimentos e práticas essenciais já faziam parte do trabalho diário das equipas locais.
À medida que a cidade passava de um estado de crise para uma estabilidade relativa, a prioridade da MSF também mudou – de gerir casos críticos para desenvolver capacidades sustentáveis e lideradas localmente.
“O objetivo não era apenas tratar pacientes, mas deixar aqui uma forma de trabalho que permanecesse muito depois de nós”, frisa a coordenadora médica do projeto da MSF em Mossul, Jackie Murekezi.
“Trabalhar com a MSF mudou a forma como eu via a medicina”, conta o médico da MSF, Ali Qasim Mohammed. “Ensinou-me a tomar decisões sob pressão e a olhar para todo o percurso do tratamento, e não apenas para um passo.”
O papel de Ali evoluiu de um foco clínico restrito para um trabalho mais abrangente que inclui agora cuidados cirúrgicos, de traumatologia, o uso racional de antibióticos e até mesmo apoio psicossocial. Com supervisão e prática diária, tornou-se mais tarde formador e contribuiu para os esforços nacionais no combate à resistência antimicrobiana.
Em 2018, Fatima Salem Younis juntou-se à MSF, quando ainda era uma jovem estudante de enfermagem. Através de formações práticas e do apoio das equipas da MSF, Fatima tornou-se numa supervisora confiante na prevenção e controlo de infeções e passou a liderar formações da área em três grandes hospitais.
“Aprendi a avaliar traumas corretamente, a remover tecidos mortos para possibilitar a cicatrização e a usar técnicas avançadas respeitando cada paciente”, explica o enfermeiro Ali Abdullah Ahmed, que se juntou à MSF em 2017 e desenvolveu competências sólidas na gestão de feridas complexas nas unidades de cuidados intensivos, urgência e recuperação.
Em 2018, já supervisionava equipas de enfermagem e mais tarde tornou-se uma referência local do tratamento de feridas, acabando por abrir a sua própria clínica com base nas práticas aprendidas com a MSF.
O legado da MSF em Mossul pode ser visto nos detalhes do cuidado diário: na forma como se muda um penso, como se segue um passo cirúrgico.
“O impacto mais profundo foi humano antes de ser médico”, sublinha Jackie Murekezi. “Criámos espaços seguros para as pessoas que mais precisavam.”
Murekezi observa também que o trabalho ajudou a reduzir o estigma em torno da saúde mental e do planeamento familiar, criando novos acessos para mulheres, adolescentes e famílias.
À medida que crescem os sinais de recuperação nos hospitais públicos, a MSF encerra mais um capítulo de atividades em Mossul com a transferência da Clínica de Al-Ubor. No entanto, continuaremos ativos na província, apoiando o Hospital de Campanha de Nablus e desenvolvendo outros projetos médicos no Iraque.
De uma cidade devastada pela guerra para um sistema que recupera gradualmente a sua força, o trabalho da MSF em Mossul ajudou a colmatar lacunas críticas e a construir uma capacidade que hoje se sustenta por si mesma.
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