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O aumento da violência na República Democrática do Congo forçou mais de 90 mil pessoas a procurar refúgio no Burundi, onde enfrentam condições alarmantes, longe dos padrões mínimos humanitários
Mais de 90 mil pessoas congolesas tiveram de fugir e refugiaram-se no Burundi, desde 5 de dezembro, após o aumento da violência na província de Kivu Sul, na República Democrática do Congo (RDC). No campo de Busuma, em Ruyigi, as pessoas que procuram segurança enfrentam uma situação humanitária alarmante, muito abaixo das condições mínimas, alerta a Médicos Sem Fronteiras (MSF).
“Este é o maior afluxo de pessoas refugiadas em anos. No campo de Busuma, que foi estabelecido recentemente e está instalado numa colina, é possível ver milhares de tendas alinhadas umas ao lado das outras. Estamos muito longe das condições mínimas em termos de acesso a água, alimentação e cuidados de saúde”, explica a coordenadora de emergências da MSF Carolina Lopez Led.
A MSF abriu uma clínica a 3 de janeiro para dar resposta às necessidades de saúde no campo de Busuma, onde foram instaladas cerca de 65 mil pessoas. Muitas das consultas estavam relacionadas com infeções respiratórias, malária, diarreia e doenças causadas por parasitas. As equipas da MSF estão também a trabalhar em conjunto com o Ministério da Saúde para prestar apoio logístico e formação a profissionais de saúde no centro de tratamento de cólera com 47 camas. No campo de trânsito de Makombe, na fronteira com a RDC, equipas da organização médica-humanitária estão a organizar a distribuição de jerricãs, redes mosquiteiras, sabão e artigos básicos de higiene para mais de mil e quinhentas pessoas.
Estamos muito longe das condições mínimas em termos de acesso a água, alimentação e cuidados de saúde.” – Carolina Lopez Led, coordenadora de emergências da MSF
Estamos muito longe das condições mínimas em termos de acesso a água, alimentação e cuidados de saúde.”
– Carolina Lopez Led, coordenadora de emergências da MSF
Estima-se que cada pessoa tenha atualmente acesso a dois litros e meio de água por dia no campo de Busuma. Apesar de algumas melhorias, este valor continua longe dos cinco litros considerados essenciais para a sobrevivência, e ainda mais distante dos 15 litros necessários para cumprir os padrões humanitários mínimos. Em média, está disponível uma latrina para cada 98 pessoas, o que é metade do requisito mínimo. As equipas da MSF distribuem 51 mil litros de água por dia através de camiões-cisterna e planeiam soluções mais sustentáveis para distribuir maiores quantidades. Subsiste uma enorme necessidade de garantir a higiene vital para as pessoas e limitar a propagação de doenças relacionadas com a água, como a cólera.
Nestas condições de vida extremamente difíceis, as autoridades confirmaram dezenas de mortes. A Médicos Sem Fronteiras está empenhada em melhorar o acesso a cuidados de saúde essenciais e em garantir serviços gratuitos e de elevada qualidade para as pessoas no campo, de forma a evitar mais mortes.
“A entrada maciça de pessoas refugiadas apanhou todos de surpresa. As autoridades e as organizações humanitárias estão sob pressão para dar resposta às necessidades o mais rapidamente possível”, acrescenta Carolina Lopez Led. Sem um apoio rápido e fundos suficientes, as entidades humanitárias não conseguirão lidar com a magnitude das necessidades, e a situação corre o risco de se deteriorar rapidamente.
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