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Equipe de MSF assiste desabrigados pelas chuvas no Vale do Jequitinhonha
As fortes chuvas que atingiram o nordeste de Minas Gerais na primeira semana de janeiro causaram a cheia do rio Jequitinhonha e seus afluentes, acarretando inundações, destruição de estradas e pontes, além da perda de centenas de casas. Numa primeira fase, uma equipe de Médicos Sem Fronteiras esteve no local logo depois da catástrofe visitando os municípios mais atingidos.
Ofelia Garcia, coordenadora geral, e Mauro Nunes, coordenador de saúde, avaliaram os estragos causados pelas chuvas nos municípios de Jacinto, Rubim e Almenara.
Jacinto teve sua área urbana e parte da área rural atingida. Cinco pessoas morreram e 50 famílias ficaram desabrigadas. As principais vias de acesso à cidade foram destruídas pelas chuvas e o município só tem acesso por barco. O isolamento é ainda mais grave na área rural. Em Rubim, pelo menos 100 pessoas ficaram feridas e outras 20 foram parcialmente soterradas. 85 casas foram perdidas e aproximadamente 600 pessoas foram atingidas pela destruição de um bairro inteiro. Duas pontes também caíram por causa das chuvas, prejudicando o acesso à cidade.
Já o município de Almenara, o maior da região, com 36 mil habitantes, não registrou um número significativo de feridos, embora mais de 600 pessoas tenham perdido suas casas.
Tudo o que os três municípios receberam até o momento foi um pacote de 200 cobertores, 200 cestas básicas e 200 colchonetes, enviados pela Defesa Civil de Minas Gerais a cada uma delas. O governo fez uma série de promessas: o envio de medicamentos básicos, a rápida reconstrução das pontes e rodovias de acesso, além de um programa de reedificação de casas, previsto pelos governos federal e estadual de Minas Gerais. Até o momento, uma mínima parte foi feita no reparo de rodovias, mas nenhuma autoridade sabe afirmar quando as demais ações acontecerão.
A situação das vítimas da enchente é crítica porque os abrigos, em sua maioria, foram montados em escolas públicas. Com o reinício do ano escolar, os desabrigados terão que deixar as escolas, mas não terão como voltar para suas casas. Da parte do governo, não há informações sobre prazos, formas de execução e custos do suposto programa de reconstrução de moradias da região. A situação de saúde também é preocupante. O sistema hospitalar é precário, historicamente desfavorecido e carece de meios estruturais para funcionar adequadamente.
Com as chuvas, o risco de epidemias torna-se ainda maior
Diante da dificuldade das autoridades locais em responder à catástrofe com os poucos meios disponíveis e da inexistência de outras instituições capazes de prestar socorro às vítimas da enchente, Médicos Sem Fronteiras decidiu intervir no Vale do Jequitinhonha e mandou uma equipe multidisciplinar na última terça-feira, 30 de janeiro, para atuar junto aos desabrigados da região e reforçar o abastecimento de mantimentos.
O objetivo imediato da missão é verificar a recepção, distribuição e armazenamento dos recursos de saúde enviados por MSF. Uma quantidade de medicamentos foi mandada para os municípios. Kits de higiene, montados por MSF, também estão sendo distribuídos às famílias, de acordo com o número de atingidos em cada município. Além disso, cuidados de saúde e psicossociais estão sendo prestados pela equipe de Médicos Sem Fronteiras às vítimas da enchente em áreas específicas.
Numa segunda fase, MSF avaliou o município de Santa Maria do Salto, local que, pela completa falta de acesso, não pode ser visitado na primeira investigação. Um dossiê também foi preparado para informar sobre falta de resposta do poder público e pressionar as autoridades responsáveis a tomar medidas concretas que resolvam os problemas de saúde e moradia das vítimas da enchente no Vale do Jequitinhonha.
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