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Pacientes de MSF falam sobre a vida em meio à violência e longe de seus familiares
Desde 2006, equipes de Médicos Sem Fronteiras (MSF) trabalham na Jordânia oferecendo cuidados médicos às comunidades locais e à população refugiada. Em Ramtha, a organização mantém uma clínica que oferece assistência médica e cirurgias a refugiados – em sua maioria sírios – feridos e afetados pela guerra.
A seguir, contamos as histórias de vítimas da violência em Dara’a, na Síria, que foram levadas à instalação de MSF em Ramtha para receber cuidados vitais e urgentes.
Fátima, de Dara’a, Síria*
Quando um ataque aéreo atingiu minha casa no meio da noite, sofri ferimentos de estilhaços e minhas pernas ficaram tão lesionadas que uma delas precisou ser amputada. Só fiquei sabendo da amputação quando recobrei a consciência em um hospital de campanha de Dara’a, na Síria. Duas horas depois de acordar, já fui liberada do hospital. Como meu lar havia sido destruído, fui levada à casa de um parente, onde meus filhos também estavam. Eles estavam ali na noite do bombardeio, então estavam seguros.
Reencontrar meus filhos foi a parte mais difícil. Eu me senti fraca, deficiente. As crianças tinham medo de mim porque eu não tinha uma perna. Meu caçula tinha medo de mim. Ele tinha apenas um ano e meio – antes eu o abraçava e o alimentava, mas da última vez que o vi ele estava assustado e foi correndo abraçar o tio em vez de mim.
Após a amputação na Síria, fui levada ao outro lado da fronteira, a Ramtha, onde passei por mais cirurgias. Atualmente, estou fazendo fisioterapia para receber uma prótese.
Eu tenho três filhos: um de nove anos, um de oito e um de um ano e meio. Agora estou em Ramtha, na Jordânia, sendo tratada, enquanto meus filhos continuam na Síria. Não consigo parar de pensar em voltar para eles; não sei como eles estão ou se algo aconteceu com eles.
Estou melhorando com a fisioterapia e ficando mais forte a cada dia, mas só vou voltar para casa quando estiver saudável o suficiente para andar e cuidar de meus filhos. As pessoas me perguntam de onde tiro minha força, mas meu corpo é mais que apenas minha perna. Eu devo ser forte pelos meus filhos. Eu não posso me entregar ao desespero – esse ferimento não vai me destruir.
Eu prometi aos meus filhos que iria para casa. E eu vou.
* O nome da paciente foi alterado
Samer, 18 anos, de Dar’a, Síria*
Há cinco meses eu estava na rua com um amigo em Dara’a, perto de casa, quando um bombardeio de morteiro nos atingiu. Meu amigo morreu e, na explosão, perdi minha perna. Algumas pessoas me pegaram e me levaram a um hospital de campanha onde eu fiquei por 24 horas antes de ser levado ao outro lado de fronteira, em Ramtha, para mais tratamentos. Eu estou neste hospital desde então, mas amanhã vou para casa (8 de agosto de 2017).
Em casa, tenho três irmãos, três irmãs e minha mãe esperando por mim. Há um ano, meu pai também foi atingido por um ataque de morteiro e morreu, então minha mãe decidiu que nos mudaríamos para um vilarejo menor por razões de segurança.
Eu fiz alguns amigos neste hospital, mas sinto falta de meus parentes e amigos na Síria.
Não vejo a hora de apenas parar e conversar com minha família novamente. Talvez tenhamos até uma festa!
* O nome do paciente foi alterado
Yusuf, 29 anos, de Dara’a, Síria*
Antes da guerra, eu fazia bicos diários, tinha trabalhos diferentes e era professor de árabe para crianças. Eu tenho uma grande família em Dara’a – somos 16 contando com minha mãe e meu pai. Por causa do conflito, nos mudamos muitas vezes.
Quando pisei na mina terrestre, permaneci consciente apesar de ter perdido uma perna e muito sangue. Depois da explosão, olhei ao meu redor e tentei encontrar a perna que havia perdido. Um amigo me buscou e me levou a três hospitais de campanha diferentes, mas nenhum deles tinha meu tipo sanguíneo e não havia doadores compatíveis, de modo que fui trazido para o outro lado da fronteira, em Ramtha.
Estou aqui há quarto meses e obviamente quero voltar para casa, mas a equipe está me preparando para uma prótese de perna e terei que passar por outra cirurgia na próxima semana.
Sinto falta de tudo na Síria. Quando voltar, vou passar muito tempo com minha família. Tenho duas filhas, uma de dois anos e uma com apenas oito meses de vida.
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