A Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização humanitária internacional que leva cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias. Também é missão da MSF chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos.
Como organização médica, buscamos sempre oferecer o melhor tratamento disponível aos nossos pacientes. O trabalho de MSF envolve uma grande variedade de atividades, desde a organização de campanhas…
Veja as principais atualidades sobre as atividades da Médicos Sem Fronteiras.
Saiba mais sobre os nossos projetos no terreno e as nossas atividades em todo o mundo.
Assista aos vídeos sobre o trabalho da Médicos Sem Fronteiras em diversos projetos pelo mundo.
Ouça as histórias e as experiências vividas por quem está nas linhas da frente das emergências humanitárias.
O que vemos e registamos sobre o trabalho das nossas equipas e as populações que apoiamos.
Participe nos nossos eventos, online ou presenciais, para apoiar e saber mais sobre o nosso trabalho.
Profissionais portugueses contam as experiências nos diversos projetos da MSF.
Pode ajudar a MSF de várias formas, fazendo donativos, divulgando o trabalho e angariando fundos para a concretização dos projetos.
O seu donativo faz a diferença, ajuda-nos a levar cuidados médicos a quem mais precisa.
Faça a consignação do seu IRS à Médicos Sem Fronteiras e ajude-nos a salvar vidas!
A MSF depende inteiramente de donativos privados para fazer chegar assistência médica-humanitária a quem mais precisa.
Procuramos novas formas de chegar a cada vez mais pessoas, com o objetivo de envolvê-las com a nossa missão.
Faça do seu testamento, um testamento solidário incluindo a Médicos Sem Fronteiras.
A sua empresa pode fazer a diferença. Juntos podemos fazer ainda mais.
Se tem uma multa ou uma contra-ordenação, saiba que pode fazer o pagamento à Médicos Sem Fronteiras Portugal.
Bombardeado, saqueado e vandalizado. O fecho do hospital de Lankien põe fim a 31 anos de apoio médico contínuo
A Médicos Sem Fronteiras (MSF) foi forçada a fechar permanentemente o hospital em Lankien, no estado de Jonglei, no Sudão do Sul, após este ter sido bombardeado a 3 de fevereiro. O fecho do hospital põe fim a 31 anos de apoio médico contínuo a uma comunidade que já tem um acesso extremamente limitado a cuidados de saúde.
A MSF apela a todas as partes em conflito para que evitem ataques a instalações e profissionais de saúde, e solicita uma investigação independente e imparcial ao ataque.
Fomos forçados a interromper todas as atividades médicas a 3 de fevereiro, depois de uma bomba ter sido lançada de um avião sobre o armazém no interior do recinto hospitalar. O bombardeamento destruiu provisões médicas e outras provisões críticas. Embora não nos seja possível confirmar qual a parte responsável no conflito em curso no Sudão do Sul, tanto quanto sabemos, parece que as forças governamentais são a única parte com capacidade para bombardeamentos aéreos.
Nos dias que se seguiram ao ataque aéreo, era do conhecimento público que as forças governamentais controlavam a área de Lankien. O hospital de Lankien foi saqueado, partes do edifício foram incendiadas e as restantes estruturas foram vandalizadas, deixando nada mais do que devastação. A MSF ainda não consegue confirmar qual a parte no conflito responsável pelo saque e pela vandalização.
Estamos indignados com o que testemunhámos recentemente no hospital Gul Badshah – responsável de operações da MSF
Estamos indignados com o que testemunhámos recentemente no hospital
Gul Badshah – responsável de operações da MSF
“O nível de destruição ultrapassa tudo o que poderíamos imaginar. Vimos buracos de bala nos para-brisas dos nossos veículos e os nossos edifícios de provisões médicas totalmente queimados, enquanto até o equipamento pediátrico foi alvo de ataques e destruído”, descreve o responsável de operações da MSF, Gul Badshah.
Horas antes do ataque de 3 de fevereiro, o hospital de Lankien foi evacuado e os pacientes receberam alta, na sequência do aumento das tensões na zona. Segundo os relatos, as pessoas fugiram de Lankien após o bombardeamento do hospital e do mercado da vila nesse dia.
A destruição do nosso hospital em Lankien não é um incidente isolado, mas parte de uma tendência mais vasta e profundamente preocupante de violência contra os cuidados de saúde no Sudão do Sul.
Desde o início de 2025, as instalações e as equipas da MSF foram afetadas por, pelo menos, 12 ataques e eventos violentos. Estes incidentes repetidos forçaram o fecho de quatro hospitais – Ulang, Old Fangak, Akobo e agora Lankien – e deixaram centenas de milhares de pessoas sem acesso a cuidados médicos. Como habitualmente, são as pessoas que estão a pagar um preço elevado pelos ataques aos cuidados de saúde.
“Os ataques a instalações médicas, profissionais de saúde e pessoas são inaceitáveis e têm de parar”, defende Gul Badshah. “As forças governamentais e da oposição, bem como todos os outros grupos armados, devem assumir total responsabilidade pelas suas ações. Devem também evitar ataques a profissionais e instalações de saúde, bem como a pessoas, e respeitar o Direito Internacional Humanitário e os seus princípios, incluindo a distinção e a proporcionalidade”, acrescenta.
A MSF apela às autoridades sul-sudanesas para que forneçam explicações transparentes, garantam a responsabilização e tomem medidas concretas para proteger os cuidados de saúde e as operações humanitárias.
A MSF trabalhava em Lankien desde 1995, inicialmente dando resposta à leishmaniose visceral (ou kala-azar), uma doença tropical negligenciada. Ao longo dos anos, as nossas atividades foram expandidas gradualmente e o hospital tornou-se a única instalação de cuidados de saúde de nível avançado na região. Antes da sua destruição, cerca de 250 mil pessoas dependiam do hospital para receber cuidados vitais. Com o fecho definitivo, as comunidades da região ficam agora sem serviços médicos e expostas a mortes evitáveis.
Como a maioria dos websites, o nosso website coloca cookies – um pequeno ficheiro de texto – no browser do seu computador. Os cookies ajudam-nos a fazer o website funcionar como esperado, a recolher informações sobre a forma como utiliza o nosso website e a analisar o tráfego do site. Para mais informações, consulte a nossa Política de Cookies.