Mapathon | Mapeando regiões remotas onde MSF atua

Evento acontece no dia 13, na Uerj; trabalho permite levar assistência a áreas de difícil acesso

Mapathon | Mapeando regiões remotas onde MSF atua

Mapas inexistentes ou incompletos de áreas remotas onde ocorreram inundações que deixam populações isoladas, deslizamentos de terra ou outros desastres podem dificultar a chegada de ajuda para quem precisa. É para contornar esses obstáculos que a organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) realiza em 13 de novembro o primeiro Mapathon no Brasil voltado para causas humanitárias. O evento vai reunir profissionais, estudantes e público em geral na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) para uma maratona de mapeamento de áreas da República Centro-Africana. O evento é uma parceria de MSF com o Núcleo de Geotecnologias (Sistema Labgis), com o Laboratório de Análises da Violência (LAV) e Laboratório de Ensino e Pesquisa em Relações Internacionais (LabRI), todos da Uerj.

Não é necessário ter conhecimento prévio de geografia e nem da plataforma « OpenStreetMap ». Os participantes podem escolher levar os póprios notebooks ou utilizar uma das máquinas disponíveis na universidade. O Mapathon acontecerá em dois turnos: das 10h às 12h e das 14h às 16h. As inscrições podem ser feitas no site https://forms.gle/fUEHrH283ZCmsCNw5

O evento da Uerj ocorrerá na mesma data de outros promovidos por 22 escritórios de MSF em todo o mundo. Em 13 de novembro é celebrado o Dia Mundial do Georreferenciamento. Os participantes terão a oportunidade de ouvir o relato de um profissional de MSF que atuou na República Centro-Africana, passarão por um treinamento rápido e poderão iniciar o mapeamento durante a própria sessão na Uerj. Depois, estarão aptos a realizar a tarefa sozinhos, de acordo com a disponibilidade.

Desde 2014, MSF promove edições globais de Mapathon em diversos países. Os eventos permitem a troca de conhecimentos e experiências de quem trabalha com georreferenciamento e até mesmo de quem se dedica aos mapas no tempo livre. O objetivo de MSF é aumentar o volume de informações sobre territórios onde organizações humanitárias e sociais buscam atender às necessidades de populações em situação de vulnerabilidade. Com informações sobre essas áreas é possível tomar melhores decisões e otimizar recursos para levar ajuda.

’Mapathons são maneiras fantásticas de construir uma comunidade de mapeadores, todos focados em colocar as populações mais vulneráveis no mapa. É também um ótimo ambiente de aprendizado, onde novos mapeadores podem aprender com as experiências de outros’’, afirma Diogo Galvão, coordenador de Projetos Especiais de MSF-Brasil.  ‘’Isso permite que tenhamos qualidade e quantidade de informações sobre áreas onde a ajuda humanitária precisa chegar, seja em meio a catástrofes, seja pelo isolamento de populações. Participar do Mapathon é uma maneira de trabalhar com MSF e outras causas humanitárias sem deixar a própria cidade’’, explica ele.

O Mapathon faz parte de uma iniciativa de MSF denominada Missing Maps, que se dedica a mapear colaborativamente territórios onde a ajuda humanitária tenta responder às necessidades das populações mais vulneráveis. Nesses eventos, voluntários se reúnem para ajudar a localizar prédios, estradas, caminhos, áreas residenciais e fontes de água com base em imagens de satélite. Não é necessário grandes conhecimentos prévios sobre geografia para participar.

 

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