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MSF inicia nova fase da campanha de vacinação mesmo diante de tarefas complicadas como transportar as vacinas em motocicletas por estradas de lama e manter a temperatura necessária. A campanha teve início em 2003 e já vacinou 97% das crianças de Yahuma.
MSF iniciou a sexta fase de uma campanha de vacinação contra o sarampo na RDC que irá imunizar cerca de 500 mil crianças. A cobertura desta nova fase da campanha será de 55 mil crianças com idades entre seis meses e 15 anos, em Yahuma, uma das áreas mais remotas e inacessíveis do país.
“Campanhas de vacinação, em grande parte do país, são complicadas devido à infra-estrutura inadequada”, explica Maureen Billiet, referência médica de MSF para a República Democrática do Congo. “Você se vê diante de dificuldades que provavelmente não são encontradas em nenhuma outra parte do mundo. Por exemplo, temos que manter as vacinas numa temperatura exata. Fazer isso enquanto viajamos em motocicletas por centenas de quilômetros em estradas de lama é desanimador.”
A vacinação está sendo organizada por uma enfermeira e um logístico juntamente com equipes compostas por profissionais locais de MSF e funcionários do Ministério da Saúde. As equipes identificam os locais de vacinação nos vilarejos, após realizarem uma campanha de conscientização para garantir que as pessoas saibam porque, quando e aonde ir.
A fase atual que está sendo realizada em Yahuma é parte de uma campanha contra o sarampo que teve início em março de 2003 e já vacinou 431.285 crianças (97% da população-alvo estimada em 448.380). A mais recente vacinação ocorreu em Djolu, onde durante os meses de abril e maio deste ano 140 equipes imunizaram cerca de 100.000 crianças numa área de 17.357 km². Nos próximos doze meses, crianças de mais quatro áreas serão imunizadas.
“Apesar desta campanha e de outras tantas campanhas de vacinação realizadas pelo país, muitas crianças ainda não foram imunizadas e milhares morrem na RDC por ano desta doença que pode ser facilmente evitada”, conclui Billiet.
A vacinação faz parte de um amplo programa nas províncias do Leste e Equatorianas que oferece assistência básica de saúde em seis áreas. Outros projetos na RDC vão desde combater a doença do sono até trabalhar com vítimas de violência.
Foto: Alixandra Fenton
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