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Pediatra Alejandra Garcia Naranjo fez o atendimento na província de Ituri, onde vivem quase 1 milhão de deslocados
A pediatra Alejandra Garcia Naranjo trabalha nas unidades de MSF há 10 anos. O relato a seguir é de um caso que aconteceu em Drodro, na província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo (RDC), onde vivem quase 1 milhão de pessoas deslocadas, afetadas por conflitos étnicos de longa duração.
Uma dessas pessoas é o pequeno Mandro (nome fictício para proteger sua identidade) que precisou de atendimento para uma doença facilmente tratável, mas que o afetou terrivelmente por causa das precárias condições em que vive na região.Mesmo com larga experiência no atendimento a crianças em projetos humanitários, Alejandra ficou chocada com o estado da infecção de Mandro quando ele chegou ao hospital. Confira o seu relato:
“Eu estava a caminho do hospital geral da Drodro, quando Diakaridia, nosso gerente de promoção de saúde, ligou dizendo que estava com uma criança doente esperando por mim. Mal sabia eu que essa criança seria um dos piores casos de sarna que já vivenciei em minha carreira médica.
Diakaridia levou Mandro ao hospital. Quando o vi, quase pulei de choque. Suas mãos, braços, pescoço, todo o corpo de cima a baixo estavam cobertos de cicatrizes infeccionadas de uma das piores formas de sarna. As marcas estavam por toda parte! Mas suas mãos eram uma visão impressionante, pois é o local de maior exposição em qualquer pessoa. Gravemente inflamadas, ele não podia movê-las.
A sarna foi listada no livro médico de Doenças Tropicais Negligenciadas e, infelizmente, ainda está presente em diferentes países. Embora seja altamente contagiosa, continua a ser uma doença cutânea facilmente curável, cujos medicamentos podem ser encontrados a um preço muito baixo ou até de graça.
No entanto, embora o remédio seja apenas uma parte da solução, o maior desafio está na necessidade urgente de limpar tudo em casa e isso se torna uma tarefa muito difícil em alguns lugares. As famílias precisam lavar todas as roupas, lençóis e toalhas. Às vezes, é preciso lavar até os colchões com sabão, para que o parasita da sarna morra. Como isso pode ser feito quando essas centenas de milhares de pessoas deslocadas vivem em condições deploráveis, onde mal têm água para beber?
Mandro teve sorte. Diakaridia o encontrou e o levou para o hospital. Imediatamente, ministramos o remédio e o creme para a pele, jogamos fora as roupas infectadas e demos algumas novas. É extremamente raro receber casos de sarna, mas essa criança era uma delas. Felizmente, alguns dias depois, ele estava totalmente recuperado e pôde deixar o hospital. Que criança incrivelmente viva ele voltou a ser!”
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