A Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização humanitária internacional que leva cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias. Também é missão da MSF chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos.
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A malária continua sendo uma grande preocupação para as pessoas que fogem dos conflitos na cidade, localizada no Kivu do Norte
A organização humanitária internacional Médi cos Sem Fronteiras (MSF) retomou suas atividades médicas em Walikale, na República Democrática do Congo (RDC), quatro semanas após ser forçada a retirar suas equipes da aldeia devido aos pesados conflitos na região.
“Ficamos contentes de poder voltar aqui e oferecer assistência médica gratuita para essas pessoas”, disse Colette Kerr, enfermeira responsável pela equipe de MSF em Walikale, cidade localizada na província de Kivu do Norte, na RDC.
Antes da suspensão de suas atividades, equipes de MSF estavam tratando mais de mil casos de malária por semana em um programa de emergência direcionado especificamente para o combate desta grave doença.
No entanto, quando os tiroteios começaram no último mês, as pessoas entraram em pânico e fugiram.
“Nós tivemos que fugir”, disse uma mulher de 28 anos, que está sendo tratada por MSF após ser diagnosticada com malária. “Nós pegamos nossos quatro filhos e passamos a noite na floresta. Dormimos próximos a um rio e foi lá que meu caçula foi picado por vários mosquitos.” Sua filha de quatro anos ficou doente uma semana depois e, no momento, está hospitalisada. Ela sofre de malária grave e está anêmica.
Se não for tratada, a malária grave pode causar danos nos órgãos e levar à morte.
“Ainda há muitas crianças doentes escondidas na floresta. Muitas delas com malária, mas sem meios para vir até aqui e receber tratamento”, disse a mãe de outra menina que está hospitalisada e sendo tratada por MSF.
As pessoas em Walikale e nos arredores ainda sofrem muito com os conflitos, e são constantemente forçadas a deixar suas casas em busca de segurança. Esse tipo de deslocamento deixa as pessoas ainda mais suscetíveis a doenças endêmicas, como a malária.
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