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Uma rede de agentes de saúde comunitários foi implementada no país como parte de uma estratégia para combater a malária. Os voluntários demonstram comprometimento no trato do bem-estar de suas comunidades
André Millimouno trabalha no setor de construção, mas, em setembro de 2010, ele, com 44 anos e muito entusiasmo, desistiu de seu emprego para se tornar um agente de saúde comunitário na área em que MSF atua. André é parte de uma equipe de 47 agentes que ajudam a lidar com a malária em suas comunidades em Guéckédou, na região remota de Guiné Forestière.
Em uma manhã, André foi ao vilarejo de Kat-Kama, a 15 quilômetros do posto de saúde mais próximo. Na pequena praça central, uma multidão de moradores estava reunida embaixo de uma árvore. Eles sabiam que André vinha lhes trazer informações sobre a malária, fazer testes e tratar as pessoas infectadas pela doença. Sua camiseta trazia uma mensagem simples: “Agentes de saúde comunitários estão comprometidos a combater a malária”.
“Hoje, quero falar a vocês sobre os mosquiteiros e explicar como podem fazer o melhor uso deles para sua proteção e de seus filhos contra a malária”, diz André. Após 20 minutos de conversa, André perguntou se havia pessoas doentes nos vilarejos.
15 minutos depois, o diagnóstico é confirmado
Uma mãe, com suas duas filhas, se apresentou, e logo outros fazem o mesmo. As duas meninas de Delba Mara estão febris. André mediu a temperatura das crianças e o termômetro apontou 37,8°C para uma e 38.5°C para a outra. Ele, então, vestiu suas luvas protetoras de borracha e colheu uma gota de sangue da ponta do dedo de cada uma delas, para depois transferir as amostras para uma lâmina plástica – um rápido teste para diagnóstico de malária. Cerca de 15 minutos depois, o diagnóstico das duas meninas foi confirmado. André entregou à mãe algumas pílulas de ASAQ, medicamento à base de artemisinina que é muito eficaz contra a malária. Ele explicou como administrar o medicamento e falou sobre a importância de completar o tratamento: um comprimido por dia por três dias.
Após três horas no vilarejo, André diagnosticou a malária e distribui kits para oito pessoas, sendo a maioria delas crianças com menos de cinco anos. No entanto, André não pode tratar todos os casos de malária. Quando a doença é detectada em uma criança com menos de dois meses ou em gestantes, ou ainda quando o paciente apresente sintomas de malária grave, André os encaminha rapidamente ao posto de saúde mais próximo.
“Desde que me tornei um agente de saúde comunitário, não tive tempo para trabalhar em construção”, conta ele, que é pai de oito crianças. “As pessoas doentes em minha comunidade realmente precisam de mim e isso toma muito do meu tempo, mas é um comprometimento pessoal.”
Assim como acontece com os demais agentes de saúde comunitários na região de Guéckédou, a comunidade cuida de André, que é liberado de suas tarefas no campo e recebe, da população, algumas dúzias de quilos de arroz de cada colheita. Sem o envolvimento da comunidade, o trabalho dele na área de saúde não seria possível. “Quando um vilarejo concorda em dar suporte a seu agente comunitário, decide ter participação ativa no serviço de saúde local, aumentando a possibilidade de continuidade do projeto após a saída de MSF”, explica Phlippe Latour, coordenador de projeto de MSF em Guéckédou.
Estratégias inovadoras para combater a malária
“Implementamos esse sistema de agentes de saúde comunitários para tratar casos simples de malária na comunidade”, conta Jeannette Pedersen, enfermeira de MSF responsável pelas atividades ambulatoriais na comunidade. “Aqui, não apenas a população está longe das instalações de saúde, mas as estradas são ruins e as pessoas não têm recursos para viajar.”
“Nosso objetivo é disseminar essas estratégias por toda a Guiné”, afirma Charles Gaudry, coordenador geral de MSF no país. “Estamos otimistas. O Ministro da Saúde e seus parceiros, por exemplo, já estão implementando um sistema de agentes de saúde comunitários para tratar casos simples de malária em outras regiões do país, a partir da experiência de MSF em Guéckédou.”
Em 2012, cerca de 77 mil casos de malária foram tratados nas instalações de saúde apoiadas por MSF na região de Guéckédou; 23 mil deles foram acompanhados por agentes de saúde comunitários como André, motivados a suarem a camisa para manter suas comunidades saudáveis.
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