A Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização humanitária internacional que leva cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias. Também é missão da MSF chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos.
Como organização médica, buscamos sempre oferecer o melhor tratamento disponível aos nossos pacientes. O trabalho de MSF envolve uma grande variedade de atividades, desde a organização de campanhas…
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Enquanto Angola comemora seus 25 anos de independência, Médicos Sem Fronteiras denuncia o abandono em que vive a população civil no país
Médicos Sem Fronteiras trabalha em Angola desde a com projetos de saúde em hospitais, postos de saúde e campos de populações deslocadas. As atividades incluem cuidados básicos de saúde, cirurgia, nutrição, formação de pessoal de saúde e saneamento. Ao longo desses anos, os profissionais da organização vêm testemunhando a deterioração da situação de saúde no país.
Os investimentos no sistema de saúde são irrisórios e a presença médica é inexistente. Mesmo exportando 800 mil barris de petróleo por dia, há hospitais onde não há combustível para fazer funcionar os geradores.
A guerra civil em Angola, entre o MPLA e a UNITA, já dura 25 anos, e tornou-se particularmente violenta a partir de 1998. Nesses últimos dois anos, as duas partes do conflito têm forçado a população a deslocar-se, utilizando-a em suas estratégias de guerra. Mesmo assim, o governo insiste em adotar um discurso de estabilidade, endossado pela comunidade internacional. Segundo Christopher Stokes, chefe de missão de Médicos Sem Fronteiras em Angola "Por trás deste discurso que pretende tranqüilizar a população esconde-se outra realidade, a de um autêntico desastre."
No relatório "Por trás da imagem de estabilidade, o sofrimento crescente da população civil", Médicos Sem Fronteiras mostra que a situação em que vive a população Angolana não é apenas conseqüência da guerra. Essa realidade é também o resultado das opções deliberadas das duas partes do conflito: por uma lado, a renúncia às suas responsabilidades em matéria de acesso à saúde e, por outro lado, a utilização da população, expondo-a a violência, fome e deslocamentos forçados.
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