A Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização humanitária internacional que leva cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias. Também é missão da MSF chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos.
Como organização médica, buscamos sempre oferecer o melhor tratamento disponível aos nossos pacientes. O trabalho de MSF envolve uma grande variedade de atividades, desde a organização de campanhas…
Veja as principais atualidades sobre as atividades da Médicos Sem Fronteiras.
Saiba mais sobre os nossos projetos no terreno e as nossas atividades em todo o mundo.
Assista aos vídeos sobre o trabalho da Médicos Sem Fronteiras em diversos projetos pelo mundo.
Ouça as histórias e as experiências vividas por quem está nas linhas da frente das emergências humanitárias.
O que vemos e registamos sobre o trabalho das nossas equipas e as populações que apoiamos.
Participe nos nossos eventos, online ou presenciais, para apoiar e saber mais sobre o nosso trabalho.
Profissionais portugueses contam as experiências nos diversos projetos da MSF.
Pode ajudar a MSF de várias formas, fazendo donativos, divulgando o trabalho e angariando fundos para a concretização dos projetos.
O seu donativo faz a diferença, ajuda-nos a levar cuidados médicos a quem mais precisa.
Faça a consignação do seu IRS à Médicos Sem Fronteiras e ajude-nos a salvar vidas!
A MSF depende inteiramente de donativos privados para fazer chegar assistência médica-humanitária a quem mais precisa.
Procuramos novas formas de chegar a cada vez mais pessoas, com o objetivo de envolvê-las com a nossa missão.
Faça do seu testamento, um testamento solidário incluindo a Médicos Sem Fronteiras.
A sua empresa pode fazer a diferença. Juntos podemos fazer ainda mais.
Se tem uma multa ou uma contra-ordenação, saiba que pode fazer o pagamento à Médicos Sem Fronteiras Portugal.
Descoberta outra região devastada pela fome em Galangue
Uma nova avaliação de campo, conduzida em Galangue, a 37 quilômetros sul de Bunjei (província de Huila), onde Médicos Sem Fronteiras iniciou uma missão de caráter emergencial há um mês, relevou uma outra região devastada pela fome, na qual milhares de pessoas correm risco de vida. Nas últimas duas semanas, Galangue tem sido o local utilizado para a desmobilização de tropas da Unita e de seus familiares. Estes soldados, que têm chegado em Galangue pelo rio Cubango, trazem com eles aproximadamente 10 mil pessoas.
“Vejo todos os dias uma mulher chorando pelo filho que acabou de perder”, diz Tereza, de 20 anos, que chegou em Galangue.
A equipe de MSF contou 31 novas covas em duas semanas e estimou a taxa de mortalidade em 5 por 10 mil ao dia (cinco vezes mais maior que o limite de alerta). A maior causa de mortalidade é a desnutrição aguda. Nosso rápido inquérito nutricional, do qual participaram 538 crianças com menos de cinco anos, indicou que mais de um quarto das crianças entrevistadas e que ainda estão vivas sofrem de severa desnutrição, e que 18% sofrem de desnutrição moderada (42% da desnutrição global). Inclusive, quatro crianças morreram quando a equipe estava efetuando a pesquisa (um dia), enquanto 188 pessoas necessitaram de cuidados imediatos (130 crianças com menos de 5 anos, 50 com idades de 5 a 10 anos e 8 adolescentes e adultos). Um primeiro grupo foi transferido em caráter de emergência para Caala na madrugada de sábado, 11 de maio, para domingo, dia 12, e os outros estão sendo transportados para lá de caminhão. O centro de nutrição de Caala já está cuidando de 850 crianças severamente subnutridas.
Para lidar, nos próximos dias, com a recente situação de crise, MSF montou equipes médicas móveis em Galangue (que lidam com situações emergenciais e estabilização de pacientes antes de suas transferências). MSF logo começará a distribuição de alimentos para famílias com crianças menores de 10 anos. No período de poucas semanas, MSF iniciou missões em Bunjei, Chipindo, Chilembo (nas províncias de Huambo e Huila), Damba (província de Malange), Menongue (província de Cuando Cubango), Chitembo, Camacupa e Kuito (província do Bié), para proporcionar cuidados médicos a pessoas que estão próximas da morte.
Desde março, a equipe de Médicos Sem Fronteiras trabalhando em Angola descobriu dezenas de milhares de pessoas passando fome e doentes. Presas nas regiões disputadas pelos grupos em guerra, eles ficaram muitos anos sem acesso à assistência humanitária. Tendo sido aprisionados por lados antagônico alternadamente, eles têm vivido num estado de escravidão nos últimos 3 anos. Eles foram desalojados, através da força ou por ameaça da mesma, e suas vilas e casas foram queimadas e destruídas freqüentemente. Um modelo constante de ataque, represália e pilhagem sistemática os tem impedido de plantar e colher, desprovendo-os dos recursos básicos e condenando-os a uma vida de miséria.
Sem uma distribuição generalizada de comida, uma vasta e imediata mobilização por parte das autoridades e agências humanitárias, centenas de milhares de pessoas podem morrer dentro em breve.Num esforço de lidar com estas crises, MSF triplicou sua equipe de expatriados nessas regiões. MSF está presente em Angola desde 1983. A organização tem mais de 150 expatriados e mais de 1000 empregados locais em 11 das 18 províncias do país.
Como a maioria dos websites, o nosso website coloca cookies – um pequeno ficheiro de texto – no browser do seu computador. Os cookies ajudam-nos a fazer o website funcionar como esperado, a recolher informações sobre a forma como utiliza o nosso website e a analisar o tráfego do site. Para mais informações, consulte a nossa Política de Cookies.