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Equipes avaliam necessidades das populações afetadas pelo terremoto, priorizando regiões remotas e isoladas
Na manhã desta terça-feira, 28 de abril, 38 profissionais da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) estão no Nepal, baseados na capital Katmandu e na cidade de Ghorka. De acordo com avaliações iniciais, a vasta maioria dos edifícios e das casas na capital ainda estão em pé. No entanto, muitas pessoas estão dormindo do lado de fora em tendas e abrigos improvisados com receio de ficarem no interior de suas casas devido aos tremores subsequentes ao terremoto. Essa é uma questão preocupante, visto que há previsão de tempestades nos próximos dias.
Ainda não foi possível fazer um levantamento completo das necessidades da população, principalmente em áreas fora de Katmandu, que são acessíveis apenas por helicóptero. As equipes de MSF estão concentrando esforços na avaliação das áreas mais remotas e isoladas fora da capital, para que a organização possa iniciar operações imediatamente e direcionar sua resposta ao desastre de forma a atender adequadamente as necessidades. A prioridade é chegar às pessoas que ainda não receberam assistência alguma.
A partir de avaliações aéreas, os danos parecem significativos em diversos vilarejos da região montanhosa. Devido à destruição, itens de primeira necessidade, como abrigo, materiais de higiene e utensílios de cozinha, são essenciais.
Na segunda-feira, dia 27, uma equipe de MSF avaliou a situação nos dois principais hospitais de Katmandu – Hospital de Bir e o Hospital-escola. Ambos têm recebido pessoas feridas e precisam de suprimentos. Os pacientes estão dormindo em tendas dispostas no terreno do Hospital de Bir. Outra equipe fez uma avaliação aérea por helicóptero das áreas mais ao leste, ao norte e ao oeste da capital e, dos cerca de 65 vilarejos observados, aproximadamente 45 estão visivelmente danificados ou destruídos. Essas regiões estão isoladas e são acessíveis apenas por helicóptero. O vilarejo de Warnpak, a 45 km de Ghorka, foi bastante prejudicado e a equipe planeja estabelecer operações ali. Outra equipe de MSF chegou a Ghorka pela estrada que conecta o estado de Bihar, na Índia, à cidade, que fica a 200 km de Katmandu. Ghorka não foi danificada. Já ao leste de Katmandu, Bhaktapur vivenciou a destruição. O centro cirúrgico do hospital não está funcionando e todos os casos estão sendo encaminhados a Katmandu. As pessoas estão vivendo a céu aberto e as condições de saneamento são preocupantes – não há latrinas e a água é escassa. Durante a noite, uma equipe cirúrgica e um kit cirúrgico para intervenção rápida chegaram a Katmandu e as avaliações foram iniciadas hoje.
Profissionais de MSF estão avaliando mais a fundo as necessidades dos hospitais em Katmandu, observando a capacidade de tratamento da chamada “síndrome do esmagamento”. Dependendo das necessidades observadas, MSF vai prestar suporte aos hospitais com o envio de suprimentos e de recursos humanos. Uma equipe da organização também está avaliando a situação em acampamentos improvisados em Katmandu e Bhaktapur, dedicando atenção especial à situação de água e saneamento.
Neste momento, estão sendo enviados itens de primeiras necessidades – 1 mil kits para abrigo, 500 kits de higiene e 500 kits com utensílios de cozinha – para serem distribuídos às pessoas afetadas pelo desastre nos arredores de Ghorka. O carregamento está sendo enviado por terra, a partir de Bihar, na Índia. Hoje também um hospital inflável está sendo enviado de Bordeaux, na França, a Katmandu.
Equipes de MSF estão no Nepal trabalhando para atender às necessidades das pessoas afetadas pelo terremoto nas regiões isoladas e mais remotas do país. Até que saibamos a dimensão exata das nossas operações, não aceitaremos doações restritas à catástrofe. É graças às doações regulares e irrestritas que podemos agir rapidamente diante de desastres naturais como este.
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