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MSF oferece palestra para profissionais de abrigos e albergues do Rio de Janeiro
“Tuberculose e Doenças Infecto-Parasitárias” foi o tema da palestra apresentada para cerca de 20 profissionais de abrigos e albergues do município do Rio de Janeiro, no Albergue Plínio Marcos, no dia 10 de julho. Essa apresentação faz parte do ciclo de palestras, que abordam assuntos relacionados à saúde e à área social, organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social. O principal objetivo é aperfeiçoar a atuação dos profissionais que trabalham junto à população de rua.
Renata Magalhães, médica, e Eriedna Barbosa, enfermeira, ambas do projeto Meio-fio, falaram sobre como identificar tuberculose, escabioses (mais conhecidas por sarnas), pediculoses (piolhos) e parasitoses intestinais (verminoses). Os profissionais, em sua maioria assistentes sociais, psicólogos e educadores, foram orientados no sentido de encaminhar os pacientes para a unidade de saúde mais próxima e foram alertados sobre a importância de um acompanhamento para o doente. “Essa iniciativa é muito positiva porque permite que tenhamos acesso a novas informações e que reflitamos sobre elas”, comenta a psicóloga do Albergue Plínio Marcos Cristina Alves.
Ao final da apresentação sobre tuberculose, Renata e Eriedna organizaram uma dinâmica de grupo. Todos participaram ativamente da dinâmica, cuja atividade era dramatizar uma situação oferecida pelas palestrantes e mostrar a atitude mais correta a ser tomada. Uma das situações foi:
Você é convidado para conhecer um abrigo novo. Ao chegar no local, percebe que o dormitório é pouco ventilado e bastante úmido. Durante sua visita, você é informado que existem alguns casos suspeitos de tuberculose sem tratamento. Como você conduzirá esta situação?
No decorrer da suposta visita, o profissional alertou que a falta de ventilação poderia acarretar no contágio da tuberculose, já que a transmissão da doença ocorre através do ar.
Durante a explanação, Renata afirmou que o desconhecimento pode levar à discriminação do doente. Um dos participantes, Ari Borges, confirmou que, por falta de informação, já discriminou um albergado. “Não sabia que a tuberculose pulmonar é transmitida apenas pelo ar através da tosse, espirro ou fala. Já separei talher e prato para um albergado com tuberculose achando que ele fosse passar para os outros”.
Uma grande dificuldade encontrada no dia-a-dia dos albergues e abrigos é a falta de profissionais da área da saúde para atender os moradores de rua. Para Renata, esse tipo de atividade deveria acontecer mais vezes. “Além de passarmos informações de saúde para os profissionais, eles também puderam tirar suas dúvidas. A receptividade foi muito boa”.
“O interesse dos participantes me surpreendeu. Achei essa experiência muito válida”, finalizou Eriedna.
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