Três anos depois do término da devastadora guerra civil, Médicos Sem Fronteiras (MSF) repassou o restante das atividades que desenvolvia no Sri Lanka.

No hospital de Mollaitivu, uma equipe vinha dando apoio à prestação de serviços de cuidados de emergência, cirurgia, ginecologia e obstetrícia. O pessoal de MSF também manteve clínicas móveis semanais em sete localidades, proporcionando o acesso de comunidades isoladas a serviços de saúde. Essas atividades chegaram ao fim em junho de 2012.

Repasse dos serviços de saúde mental
Cicatrizes físicas podem ter sido curadas, mas a saúde mental dos traumatizados pela guerra e constrangidos pelos reassentamentos ainda precisa de cuidados. O pessoal da área de saúde mental de MSF trabalhou nos principais hospitais distritais de Mullaitivu e Kilinochchi, bem como de outros distritos e localidades, enquanto as equipes móveis viajaram para vilarejos mais distantes afim de oferecer tratamento a pessoas impossibilitadas de viajar.

MSF também desenvolveu serviços psicossociais comunitários nas escolas e, antes de deixar Kilinochchi, ofereceu treinamento a dez oficiais de apoio psicossocial e a dez assistentes de campo.

O Ministério da Saúde comprometeu-se a continuar o desenvolvimento dos serviços psicossociais comunitários. No final de 2011, o ministério e a Universidade de Psiquiatras de Sri Lanka lançaram uma campanha na mídia para elevar o nível de consciência sobre os temas relacionados com saúde mental e para aumentar o acesso a cuidado médico especializado. O programa de MSF em Mullaitivu foi entregue à organização não governamental internacional World Vision, que tem um plano operacional de longo prazo para o norte do país, enquanto uma organização local se responsabilizou pelas atividades em Kilinochchi.

MSF trabalhou pela primeira vez no país em 1986.

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