A Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização humanitária internacional que leva cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias. Também é missão da MSF chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos.
Como organização médica, buscamos sempre oferecer o melhor tratamento disponível aos nossos pacientes. O trabalho de MSF envolve uma grande variedade de atividades, desde a organização de campanhas…
Veja as principais atualidades sobre as atividades da Médicos Sem Fronteiras.
Saiba mais sobre os nossos projetos no terreno e as nossas atividades em todo o mundo.
Assista aos vídeos sobre o trabalho da Médicos Sem Fronteiras em diversos projetos pelo mundo.
Ouça as histórias e as experiências vividas por quem está nas linhas da frente das emergências humanitárias.
O que vemos e registamos sobre o trabalho das nossas equipas e as populações que apoiamos.
Participe nos nossos eventos, online ou presenciais, para apoiar e saber mais sobre o nosso trabalho.
Profissionais portugueses contam as experiências nos diversos projetos da MSF.
Pode ajudar a MSF de várias formas, fazendo donativos, divulgando o trabalho e angariando fundos para a concretização dos projetos.
O seu donativo faz a diferença, ajuda-nos a levar cuidados médicos a quem mais precisa.
Faça a consignação do seu IRS à Médicos Sem Fronteiras e ajude-nos a salvar vidas!
A MSF depende inteiramente de donativos privados para fazer chegar assistência médica-humanitária a quem mais precisa.
Procuramos novas formas de chegar a cada vez mais pessoas, com o objetivo de envolvê-las com a nossa missão.
Faça do seu testamento, um testamento solidário incluindo a Médicos Sem Fronteiras.
A sua empresa pode fazer a diferença. Juntos podemos fazer ainda mais.
Se tem uma multa ou uma contra-ordenação, saiba que pode fazer o pagamento à Médicos Sem Fronteiras Portugal.
O novo surto da doença do Ébola na República Democrática do Congo e no Uganda está a ser causado pelo vírus Bundibugyo: uma variante rara para a qual ainda não existem vacinas nem tratamentos aprovados.
A 15 de maio de 2026, o Ministério da Saúde da República Democrática do Congo declarou oficialmente um surto da doença do Ébola no Nordeste do país, onde as equipas da Médicos Sem Fronteiras (MSF) trabalham. Desde então, as autoridades já reportaram mais de 900 casos suspeitos em várias zonas de saúde.
No mesmo dia, o Uganda anunciou que o vírus tinha cruzado fronteiras. O surto é causada pelo vírus Bundibugyo, mais raro e para o qual ainda não foi aprovada qualquer vacina ou tratamento.
Eis o que sabemos sobre a crise em curso na República Democrática do Congo e no Uganda.
Atualmente, existem duas vacinas disponíveis contra a doença do Ébola, mas nenhuma está aprovada para uso em casos de infeção pelo vírus Bundibugyo.
A vacina Ervebo (rVSV-ZEBOV) pode ser usada para limitar a propagação da doença através de uma estratégia designada como “vacinação em anel”, o que significa que é administrada a pessoas que estiveram em contacto com uma pessoa infetada, a contactos secundários e a profissionais de saúde. Há uma outra vacina que pode ser administrada a pessoas em risco de exposição ao vírus durante surtos, ou como medida preventiva antes deles, para quem dá resposta nas regiões afetadas ou para pessoas que vivem em áreas ainda não afetadas pela doença.
No entanto, estas duas vacinas estão atualmente aprovadas apenas contra o vírus mais comum responsável pela doença (conhecido como “vírus do Ébola” , anteriormente designado “vírus Zaire”), que causou o surto devastador na África Ocidental entre 2014 e 2016.
Estão em curso discussões na Organização Mundial da Saúde (OMS) para determinar quais as vacinas candidatas que poderiam ser testadas em ensaios clínicos de emergência contra o vírus Bundibugyo, tal como foi feito em surtos anteriores da doença do Ébola. A MSF está preparada para contribuir para esta investigação, tal como fez durante os ensaios realizados na República Democrática do Congo em 2019. Esses ensaios levaram à aprovação e introdução no mercado de duas vacinas e tratamentos.
Atualmente, não existe nenhum tratamento aprovado para a doença do Ébola causada pelo vírus Bundibugyo.
Os dois anticorpos monoclonais licenciados após os ensaios clínicos conduzidos na República Democrática do Congo entre 2018 e 2020 são, da mesma forma, específicos para uma espécie de Ébola, mas não para o vírus Bundibugyo. Dito isto, existem candidatos antivirais e anticorpos monoclonais experimentais, embora a eficácia ainda não tenha sido estabelecida.
Na ausência de um tratamento específico, a prestação de cuidados médicos depende principalmente da gestão dos sintomas (como febre, dores de cabeça, vómitos, diarreia, etc.) e de terapia de suporte intensiva com o objetivo de melhorar as hipóteses de sobrevivência dos pacientes: reposição de fluidos, suporte de oxigénio e acompanhamento rigoroso dos parâmetros sanguíneos e cardíacos. Durante os dois surtos anteriores da doença do Ébola causados pelo vírus Bundibugyo, a taxa de letalidade estimada variou entre 25 e 40 por cento.
Um obstáculo importante adicional na resposta a este surto é a capacidade de diagnosticar rapidamente as pessoas afetadas pela doença. Os testes PCR exigem cartuchos de diagnóstico específicos para o vírus. No entanto, estes cartuchos estão atualmente disponíveis em quantidades insuficientes para o vírus Bundibugyo, o que abranda consideravelmente a confirmação de casos e, consequentemente, a instauração do rastreio de contactos e o isolamento dos pacientes.
Na ausência de tratamentos e vacinas aprovados, a resposta assenta numa combinação de medidas epidemiológicas e de saúde pública:
É também crucial garantir o acesso contínuo a cuidados médicos não relacionados com a doença do Ébola para as comunidades nas áreas afetadas.
Nada disto pode funcionar sem o envolvimento contínuo da comunidade. Informar as pessoas e construir confiança é uma tarefa muito mais difícil em contextos marcados por insegurança e acesso limitado a cuidados de saúde, como nas províncias da República Democrática do Congo atualmente afetadas pela doença.
A urgência de uma resposta rápida é sublinhada por um número preocupante: mais de 50 pessoas já tinham morrido desde o início de abril, antes mesmo de o surto ser declarado oficialmente a 15 de maio – um sinal de deteção tardia, um padrão que é caraterístico das fases iniciais dos surtos da doença do Ébola, mas que é especialmente preocupante na atual crise devido ao elevado número de casos suspeitos e de mortes já anunciado.
A MSF recebeu os primeiros alertas a 9 e 10 de maio sobre um número crescente de mortes na zona de saúde de Mongwalu, a noroeste de Bunia, na província de Ituri. Foram posteriormente identificados casos nas zonas de saúde de Bunia e Rwampara e, poucos dias depois, na província vizinha de Kivu do Norte, incluindo a capital, Goma, apontando para uma propagação já significativa por todo o território.
As autoridades de saúde no Uganda, que partilha fronteira com a República Democrática do Congo, confirmaram um primeiro caso, de uma pessoa que morreu a 14 de maio. No domingo, 17 de maio, a OMS ativou o nível de alerta mais elevado em resposta ao surto.
Esta é o décimo sétimo surto da doença do Ébola que a República Democrática do Congo enfrenta desde que o primeiro caso foi descoberto em 1976, e a terceira a envolver especificamente o vírus Bundibugyo, após os surtos no Uganda em 2007-2008 e na República Democrática do Congo em 2012. Ao longo da última década, a MSF deu resposta a múltiplos surtos da doença do Ébola, mais notavelmente na África Ocidental entre 2014 e 2016, na República Democrática do Congo entre 2018 e 2020, e no Uganda em 2022 e 2025.
Como a maioria dos websites, o nosso website coloca cookies – um pequeno ficheiro de texto – no browser do seu computador. Os cookies ajudam-nos a fazer o website funcionar como esperado, a recolher informações sobre a forma como utiliza o nosso website e a analisar o tráfego do site. Para mais informações, consulte a nossa Política de Cookies.