A Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização humanitária internacional que leva cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias. Também é missão da MSF chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos.
Como organização médica, buscamos sempre oferecer o melhor tratamento disponível aos nossos pacientes. O trabalho de MSF envolve uma grande variedade de atividades, desde a organização de campanhas…
Veja as principais atualidades sobre as atividades da Médicos Sem Fronteiras.
Saiba mais sobre os nossos projetos no terreno e as nossas atividades em todo o mundo.
Assista aos vídeos sobre o trabalho da Médicos Sem Fronteiras em diversos projetos pelo mundo.
Ouça as histórias e as experiências vividas por quem está nas linhas da frente das emergências humanitárias.
O que vemos e registamos sobre o trabalho das nossas equipas e as populações que apoiamos.
Participe nos nossos eventos, online ou presenciais, para apoiar e saber mais sobre o nosso trabalho.
Profissionais portugueses contam as experiências nos diversos projetos da MSF.
Pode ajudar a MSF de várias formas, fazendo donativos, divulgando o trabalho e angariando fundos para a concretização dos projetos.
O seu donativo faz a diferença, ajuda-nos a levar cuidados médicos a quem mais precisa.
Faça a consignação do seu IRS à Médicos Sem Fronteiras e ajude-nos a salvar vidas!
A MSF depende inteiramente de donativos privados para fazer chegar assistência médica-humanitária a quem mais precisa.
Procuramos novas formas de chegar a cada vez mais pessoas, com o objetivo de envolvê-las com a nossa missão.
Faça do seu testamento, um testamento solidário incluindo a Médicos Sem Fronteiras.
A sua empresa pode fazer a diferença. Juntos podemos fazer ainda mais.
Se tem uma multa ou uma contra-ordenação, saiba que pode fazer o pagamento à Médicos Sem Fronteiras Portugal.
No Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas, assinalado a 30 de janeiro, a Médicos Sem Fronteiras (MSF) partilha o testemunho de Hussaini Usman, um sobrevivente de noma
Um hospital apoiado pela MSF no Norte da Nigéria é um dos poucos no mundo onde quem sobrevive a esta doença tropical negligenciada, que afeta o rosto e a boca, pode ter acesso a tratamento.
“Lembro-me de quando andava na escola primária, apenas o meu primo aceitava sentar-se ao meu lado”, recorda Hussaini Usman.
Natural de Kebbi, estado no Norte da Nigéria, Hussaini Usman, agora com 31 anos, contraiu noma em criança. Sobreviveu à doença mas enfrentou graves abuso e discriminação. Ao crescer, teve dificuldades em encontrar trabalho e afirma ter sido rejeitado devido à aparência física.
“Algumas pessoas pensavam que, talvez, Deus [me] estivesse a castigar”, conta ainda este sobrevivente de noma.
O caso de Hussaini Usman não é único. Quem sobrevive ao noma relata frequentemente episódios de discriminação e isolamento social, muito devido ao desconhecimento público que existe sobre esta doença tropical negligenciada.
Na cidade de Sokoto, também no Norte da Nigéria, profissionais do Ministério da Saúde e da MSF trabalham para reverter este cenário no Hospital de Noma de Sokoto. Nesta unidade, a abordagem da MSF centra-se, de igual modo, nos cuidados médicos vitais prestados aos pacientes, na reabilitação e no envolvimento comunitário para promover o diagnóstico precoce e reduzir o estigma. As pessoas que sobrevivem ao noma e respetivos cuidadores podem aceder a cuidados gratuitos num ambiente onde se sentem apoiadas.
Adicionalmente, são feitas cirurgias duas a quatro vezes por ano, o que garante o acesso a procedimentos de reconstrução para auxiliar a cura e a recuperação. Entre 2014, data em que a MSF iniciou o apoio às atividades do hospital, e 2025, a organização apoiou a realização de mais de 1600 cirurgias reconstrutivas de grande porte a 1074 pacientes, através de 33 intervenções cirúrgicas, incluindo 99 cirurgias a 89 pacientes em 2025.
“Dedicamos um cuidado especial para garantir que os pacientes – habitualmente jovens – e os respetivos cuidadores se sintam confortáveis e apoiados durante aquele que pode ser um período traumático”, explica a responsável da equipa médica de proximidade, Rosewiter Marunza.
Em 2023, uma campanha global – liderada em parte pela MSF – garantiu a inclusão do noma na lista oficial de doenças tropicais negligenciadas da Organização Mundial da Saúde. Este passo abriu novas vias de financiamento e aumentou a sensibilização para a doença, que afeta sobretudo crianças entre os 2 e os 6 anos e pode provocar graves danos faciais e morte se não for tratada imediatamente. O noma está frequentemente associado a pobreza extrema e atinge crianças que sofrem de desnutrição e de falta de higiene oral.
“Infelizmente, a doença pode provocar um estigma duradouro”, frisa o supervisor da equipa de enfermagem, Haruna Yohanna. “Tenho esperança de que, nos próximos anos, esse estigma desapareça à medida que mais pessoas compreendam o que é o noma e o que não é.”
Para Hussaini Usman, a descoberta do Hospital de Noma de Sokoto, no estado vizinho àquele onde vive, trouxe-lhe mudanças significativas na vida. Ali, foram-lhe providenciados tratamento e cirurgia. Isto mudou a forma como os outros o veem – e como ele se vê a si próprio. Atualmente, trabalha como agente de higiene no Hospital de Noma de Sokoto, onde presta apoio a pacientes e garante um ambiente de cuidados seguro.
“Algumas das pessoas que antes não queriam conviver comigo, começaram agora a fazê-lo”, expressa. “E agora tenho confiança para me juntar à congregação.”
Como a maioria dos websites, o nosso website coloca cookies – um pequeno ficheiro de texto – no browser do seu computador. Os cookies ajudam-nos a fazer o website funcionar como esperado, a recolher informações sobre a forma como utiliza o nosso website e a analisar o tráfego do site. Para mais informações, consulte a nossa Política de Cookies.